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terça-feira, 17 de maio de 2011

Mulheres deprimidas, a cura para a vossa depressão chegou…



Estudo polémico indica esperma como cura para depressão
Um artigo publicado na revista norte-americana 'Popular Science' veio reanimar o debate sobre as propriedades antidepressivas do esperma, que já levou ao afastamento de um investigador por ter sublinhado que esse poderia ser "um presente melhor do que chocolates" no Dia dos Namorados.


Em causa, como lembrou a articulista Jennifer Abbasi, está um estudo conduzido em 2002 na Universidade Estadual de Nova Iorque, em Albany, segundo o qual as mulheres que faziam sexo sem preservativo tinham menor propensão para sofrerem depressões.
Um total de 293 universitárias responderam a questionários sobre as suas vidas sexuais, tendo as respostas indicado uma grande diferença na incidência de depressões entre as mulheres que faziam sexo desprotegido e todas as outras.
Pelo contrário, eram poucas as diferenças entre as que usavam preservativo e aquelas que simplesmente não tinham relações sexuais, indiciando que a abstinência sexual não chegava para explicar o fenómeno.
Segundo os investigadores, estarão em causa substâncias existentes no líquido seminal, como o estrogénio e prostaglandinas, as quais têm propriedades antidepressivas.
De igual modo, as mulheres que não usavam preservativo ficavam mais devastadas quando chegava ao fim uma relação amorosa e tinham muito maior apetência para encontrar rapidamente um novo parceiro sexual.
Estas conclusões têm vindo a ser consideradas sexistas - e, no limite, perigosas, visto que podem induzir mulheres a dispensar métodos de protecção das doenças sexualmente transmissíveis.
Quando o presidente da Associação Americana de Cirurgiões, Lazar Greenfeld, escreveu um artigo a realçar os resultados do estudo realizado em 2002 na revista 'Surgery News', a reacção foi tão forte que este acabou por demitir-se dos cargos que ocupava.

Fonte: Correio da Manhã

segunda-feira, 16 de maio de 2011

Alguns ensinamentos básicos...

Um homem é como um soalho flutuante:
Se for bem montado pode ser pisado durante mais de 30 anos.

O sexo é como uma estação de serviço:
às vezes recebe-se um serviço completo;
outras vezes tem que se pedir para se ser atendido
e há vezes em que temos que nos contentar com o self-service!

Os problemas do nosso país são essencialmente agrícolas:
excesso de nabos; falta de tomates e muito grelo abandonado.

A mulher está sempre ao lado do homem, para o que der e vier; já o homem, está sempre ao lado da mulher que vier e der.

O excesso de sexo provoca amnésia e outras merdas que agora não me lembro…

A diferença entre Portugal e a República Checa é que esta tem o governo em Praga e Portugal tem a praga no governo.

Não procures o príncipe encantado. Procura, antes, o lobo mau: ouve-te melhor; vê-te melhor e ainda te come.

Toda a gente se queixa de assédio sexual no local de trabalho.
Ou isto começa a ser verdade ou então despeço-me!!!
As hierarquias são como as prateleiras, quanto mais altas mais inúteis.
Os trabalhadores mais incapazes são sistematicamente promovidos para o lugar onde possam causar menos danos: a chefia.
Nunca tenha medo de tentar algo novo. Lembre-se, os amadores construíram a arca. Profissionais construíram o Titanic.

Frase do dia

Portugal é um país geométrico: é rectangular e tem problemas
bicudos discutidos em mesas redondas, por bestas-quadradas!

People Are Awesome: Uma compilação de pessoas incríveis fazendo coisas incríveis

domingo, 15 de maio de 2011

Depois da Grécia, Irlanda e Portugal, o FMI volta a atacar desta vez a vitima foi uma empregada de um hotel nova-iorquino…

O director-geral do Fundo Monetário Internacional (FMI), o francês Dominique Strauss-Kahn, foi hoje formalmente acusado de agressão sexual e de tentativa de violação horas depois de ter sido detido no aeroporto de Nova Iorque, informou fonte da polícia.

Strauss-Kahn, denominado DSK, candidato socialista favorito nas sondagens para as presidenciais francesas de 22 de Abril de 2012, "foi acusado de agressão sexual e de tentativa de violação contra uma jovem mulher de 32 anos num quarto de hotel em Nova Iorque", precisou aos jornalistas Ryan Sesa, porta-voz da polícia de Harlem, norte de Manhattan.

O incidente terá ocorrido no hotel Sofitel de Nova Iorque perto de Times Square, de onde a jovem mulher é empregada de limpeza.

(...)

Esta não é a primeira vez que Strauss-Kahn, casado com uma jornalista da televisão norte-americana e pai de quatro filhos, se vê envolvido num escândalo sexual.

Em 2008, o responsável pelo FMI esteve envolvido em controvérsias depois de ter sido acusado de manter uma relação de cariz sexual com uma das suas subordinadas, Piroska Nagy, responsável pelo departamento do FMI para África.

domingo, 8 de maio de 2011

OS PALAVRÕES – Miguel Esteves Cardoso



"Já me estão a cansar... parem lá com a mania de que digo muitos palavrões, caralho! Gosto de palavrões! Como gosto de palavras em geral. Acho-os indispensáveis a quem tenha necessidade de dialogar... mas dialogar com carácter!
O que se não deve é aplicar um bom palavrão fora do contexto, quando bem aplicado é como uma narrativa aberta, eu pessoalmente encaro-os na perspectiva literária! Quando se usam palavrões sem ser com o sentido concreto que têm, é como se estivéssemos a desinfectá-los, a torná-los decentes, a recuperá-los para o convívio familiar.

Quando um palavrão é usado literalmente, é repugnante.
Dizer "Tenho uma verruga no caralho" é inadmissível. No entanto, dizer que a nova decoração adoptada para a CBR 900' 2000 não lembra ao "caralho", não mete nojo a ninguém. Cada vez que um palavrão é utilizado fora do seu contexto concreto e significado, é como se fosse reabilitado.
Dar nova vida aos palavrões, libertando-os dos constrangimentos estritamente sexuais ou orgânicos que os sufocam, é simplesmente um exercício de libertação.
Quando uma esferográfica não escreve num exame de Estruturas "ah a grande puta... não escreve!", desagrava-se a mulher que se prostitui.

Em Portugal é muito raro usarem-se os palavrões literalmente. É saudável. Entre amigos, a exortação "Não sejas conas", significa que o parceiro pode não jogar um caralho de GT2. Nada tem a ver com o calão utilizado para "vulva", palavra horrenda, que se evita a todo o custo nas conversas diárias.

Pessoalmente, gosto da expressão "É fodido..." dito com satisfação até parece que liberta a alma! Do mesmo modo, quando dizemos "foda-se!", é raro que a entidade que nos provocou a imprecação seja passível de ser sexualmente assaltada. Por ex.: quando o Mário Transalpino "descia" os 8 andares para ir á garagem buscar a moto e verificava que se tinha esquecido de trazer as chaves... "foda-se"!! Não existe nada no vocabulário que dê tanta paz ao espírito como um tranquilo "foda-se...!!". O léxico tem destas coisas, é erudito mas não liberta.

Os palavrões supostamente menos pesados como "chiça" e "porra", escandalizam-me. São violentos.

Enquanto um pai, ao não conseguir montar um avião da Lego para o filho, pode suspirar após três quartos de hora, "ai o caralho...", sem que daí venha grande mal à família, um chiça", sibilino e cheio, pode instalar o terror.

Quando o mesmo pai, recém-chegado do Kit-Market ou do Aki, perde uma peça para a armação do estendal de roupa e se põe, de rabo para o ar, a perguntar "onde é que se meteu a **** da porca...?", está a dignificar tanto as putas como as porcas, como as que acumulam as duas qualidades.

Se há palavras realmente repugnantes, são as decentes como "vagina", "prepúcio", "glande", "vulva" e escroto". São palavrões precisamente porque são demasiadamente inequívocos... para dizer que uma localidade fica fora de mão, não se pode dizer que "fica na vagina da mãe" ou "no ânus de Judas". Todas as palavras eruditas soam mais porcas que as populares e dão menos jeito! Quem é que se atreve a propor expressões latinas como "fellatio" e "cunnilingus"? Tira a vontade a qualquer um! Da mesma maneira, "masturbação" é pesado e maçudo, prestando-se pouco ao diálogo, enquanto o equivalente popular "esgalhar um pessegueiro", com a ressonância inocente que tem, de um treta que se faz com o punho, é agradavelmente infantil.

Os palavrões são palavras multifacetadas, muito mais prestáveis e jeitosas do que parecem. É preciso é imaginação na entoação que se lhes dá.

Eu faço o que posso."                                                                                                                     

                                                                  Miguel Esteves Cardoso
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