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quinta-feira, 29 de abril de 2010

O lobby do Petróleo.

Cinza coelho sempre foi um sacana sem lei… para ele nunca existiram essas coisas de leis que só serviam para atrapalhar a vida de um ser humano superior como só ele.

Como tal resolveu que a partir desse dia não iria respeitar nenhuma… como tal apenas as teria em consideração… quando muito as levaria como linhas orientadoras. Claro que as já anteriormente mencionadas leis, não abrangia somente todas as leis judiciais como também as leis da gravidade e todas as demais inerentes à física … um ser humano brilhante como só ele não se poderia deixar influenciar por Newton ou Einstein… mentes inferiores que apenas serviam para castrar a sua imaginação e inteligência, que não deveriam ter limites… e esses dois pseudogeniozinhos estavam-se a intrometer no caminho do mestre cinza coelho e da ciência que ele pretendia realizar para bem da humanidade, e isso ele não poderia aceitar…

Mas o mestre cinza coelho tinha em mente um valor maior… o lobby das petrolíferas que o estavam cada vez mais a chular, e ainda pior… degradar o seu amado planeta terra, nomeadamente umas ervas particularmente aromáticas originarias da Colômbia que ele tinha em grande consideração.

Foi então que o cinza coelho resolve tentar conseguir fazer funcionar o seu velho Ford sem o devido combustível… um pormenor insignificante, que apenas serviam para alimentar o lobby árabe das petrolíferas e dos proxenetas do governo…

Posto o problema… cinza coelho rapidamente encontrou a solução, que para ele estava no respectivo depósito e consequente bóia de gasolina… por isso resolve ele mesmo inventar um novo sistema de indicação do nível de combustível… que se baseava na inversão do sistema de indicação do nível de combustível no depósito. Segundo a teoria do mestre cinza coelho este deveria funcionar de forma inversa… ou seja invertendo o sentido ao indicador do nível de combustível, o mesmo deveria aumentar em vez de diminuir conforme se vai consumindo o respectivo combustível… indicando o nível máximo, quando na verdade o depósito estivesse vazio.

Assim partindo de um depósito a meio termo, este deveria aumentar até chegar a totalmente cheio… vencendo assim o próprio sistema no seu jogo…

Conclusão: quando o velho Ford, partindo de um deposito a meio… e com o indicador de combustível já a indicar o máximo… e já quase acostumado a funcionar sem gasolina, este deixou de funcionar… deixando até hoje o mestre cinza coelho com o enigma em pensamento da razão pela qual a sua experiencia terá aparentemente falhado na pratica… pois no papel tinha tudo para ser um verdadeiro sucesso, e assim acabar com a crise energética mundial… mas não se pode tentar culpar o grande visionarismo, e altruísmo do mestre cinza coelho para com os problemas mundiais.

Qual Al Gore… Cinza coelho tentou mesmo resolver o problema energético mundial… não andou entretido a fazer vídeos carregados de teorias apocalípticas climáticas infundadas… ele sim um amigo do meio ambiente.

sábado, 10 de abril de 2010

CINZA COELHO FOI Á CAÇA


Zamba Cinza Coelho, sempre fora pescador, desde tenra idade lá ia ele para o ribeiro mais próximo pescar uns peixitos, quase sempre sem sucesso, ainda bem que o nosso amigo Cinza Coelho não dependia da pesca para sobreviver, tal era a sua inépcia para a pesca.
Pois bem, depois de largos anos a dar banho á minhoca, Cinza Coelho acorda para a vida e percebe que a pesca não é desporto de macho, macho que é macho não pesca caça, e então decide pôr mãos à obra decide tirar carta de caçador, nada de especial para uma mente superior como só ele. Tirada a carta era necessário comprar o equipamento (armamento), o que também não foi problema, devidamente apetrechado de fuscas e outros equipamentos indispensáveis à nobre arte da caça, faltava apenas um pequeno pormenor…caçador que se preze tem que ter cães (atenção que eu disse cães, pois cada caçador deve ter uma matilha suficiente para caçar búfalos), e então Cinza Coelho começou a sua demanda pelos ditos cães. Ora se o caro leitor pensa que essa procura por cães para caça seria difícil pois seriam necessários cães devidamente treinados para o efeito, está muito enganado, pois para o para o nosso herói a questão do treino dos cães era uma minudência sem importância. É então que Cinza Coelho começa a juntar uma alcateia de vira latas que deambulavam pelo seu subúrbio… e digo, que não sei qual foi o critério de escolha. Duvido até que tenha existido sequer algum!?
Reunidos todos os preceitos necessários para a caça é chegado o grande dia, o primeiro dia da época de caça. Cinza Coelho acompanhado pelas suas fiéis feras… lançam-se rumo ao desconhecido qual Alvares Cabral em busca de todo um novo mundo, (ok a comparação do protagonista com Alvares Cabral, o grande navegador, foi despropositada, mas deixei levar-me pelo entusiasmo, prometo tentar conter-me e remeter-me apenas ao meu papel e relatar os factos).
Chegados ao monte Cinza Coelho solta a matilha, prepara a arma, com as respectivas munições (o nosso caçador levava munições suficientes para dizimar toda a população de gnus em África)... Pleno inverno chovia tanto que só faltava aparecer Noé na sua arca a recolher os animais aos pares, estava um frio que mais parecia que estava nas estepes da Sibéria… coelhos? Nem sinal, os cães só tentavam estar todos juntos para assim se protegerem dos rigores do inverno, Cinza Coelho tentava em vão incita-los a granjear coelhos para que ele pudesse fazer o gosto ao gatilho. As horas iam passando e os coelhos tardavam em aparecer, mas Cinza Coelho não desanimava, ele sabia que a paciência era uma virtude de todos os bons caçadores, pelo menos era o que ele lembrava dos documentários do National Geographic, depois de horas a fio à espera eis senão quando aparece um coelho saído de uma qualquer toca escondida pela vegetação, finalmente a espera tinha compensado. Quando viu o coelho mais parecia um púbere quando apanha a primeira ensejo de ter uma mulher pela primeira vez. Não sabendo ao certo o que lhe fazer, cheio de adrenalina, Cinza Coelho leva a arma à cara e… a arma estava travada, mas a sorte estava com ele, o coelho parecia disposto a dar-lhe uma segunda oportunidade, pois mantinha-se imperturbado … talvez confiante na inércia daquele caçador de primeira viagem. Resolvido o problema do travão da arma, Cinza Coelho levou novamente a arma à cara fez pontaria… e disparou uma vez e outra… e o coelho lá fugiu assustado mais pelo barulho que pelos chumbos que aparentemente nem perto lhe passaram, antes de desaparecer pelo meio da vegetação o coelho parou voltou-se para o caçador, e pareceu esboçar um sorriso de chacota. Os cães ainda ficaram mais amedrontados que o coelho, e abalaram cada um para seu lado. Cinza Coelho frustrado por esta primeira tentativa falhada, tinha agora que agregar o seu pequeno exército agora disperso, depois de mais de uma hora a chamar os seus cães, Cinza Coelho lá conseguiu reunir novamente os seus companheiros de aventura.
O dia de caça estava terminado, molhado até aos ossos, sem nem uma peça de caça para mostrar quando chegasse a casa, Cinza Coelho já imaginava a cara de decepção dos filhos vendo o pai a chegar a casa depois de um dia de caça sem nem uma amostra de caça, cinza Coelho decide ir embora. Entretanto no início omiti um pormenor que agora me parece da maior utilidade, aquando da compra do material para a caça… Cinza Coelho não contemplou a compra de um daqueles atrelados que durante a época de caça vemos pelas estradas desse Portugal profundo. Tal não se deveu a constrangimentos orçamentais, mas sim apenas uma mera opção estratégica para cimentar camaradagem entre caçador e cães, sendo assim os cães seguiam com ele no seu Fiat Uno… agora proponho um exercício, cada um tente imaginar o Cinza Coelho depois de um dia inteiro à chuva, entrar no carro completamente encharcado juntamente com uma matilha de cães também eles devidamente encharcados… sem duvida uma viagem bem confortável.
Desengane-se quem pensa que esta má experiência fez abalar a vontade do nosso herói ser caçador, no regresso a casa, ali dentro da sua Fiateira junto com os seus fiéis amigos em perfeita comunhão entre homem e animais, ele tinha a certeza que se um dia é do caçador outro é da caça, se nesse primeiro dia os coelhos lhe tinham levado a melhor, outros dias viriam e ele tinha a certeza que seriam dias de sucesso.
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