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terça-feira, 30 de novembro de 2010

Frase do dia


“Santa mãe de Deus, vós, que haveis concebido sem pecado, concedei-me a graça de pecar sem conceber.

- Anatole France

domingo, 28 de novembro de 2010

ERIC CANTONA "KILL THE (CRIMINAL) BANKS" (A MUST SEE)!

Eric Cantona: "Revolução é tirar o dinheiro dos bancos"



Eric Cantona, ator e ex-futebolista francês, apelou à "revolução" através de um vídeo gravado no passado mês de Outubro e que está a ter um enorme sucesso na Internet.

"Como três milhões de pessoas nas ruas a manifestarem-se não dá resultado nenhum e como não adianta pegar em armas para matar pessoas, há uma coisa simples a fazer: em vez de ires manifestar-te, vais ao banco e levantas o teu dinheiro", disse o ex-avançado do Manchester United, que tem hoje 44 anos de idade.

Eric Cantona divulgou o vídeo para apoiar uma campanha da associação de ajuda social francesa Abbé Pierre, que é uma das mais conhecidas do mundo na defesa dos pobres e das pessoas sem domicílio fixo. "Se 20 milhões de pessoas forem ao banco levantar o dinheiro, o sistema afunda-se e a revolução faz-se sem armas nem sangue, é tudo muito simples", acrescentou o agora actor. "Depois as pessoas vão ouvir-nos, podem crer", concluiu.

O apelo da ex-futebolista foi já subscrito por cerca de 12 mil internautas que lançaram o seguinte apelo: "Revolução! No dia 7 de Dezembro, toda a gente vai aos bancos levantar o seu dinheiro!"

domingo, 24 de outubro de 2010

A Crise afecta os mais desprotegidos da sociedade


Que os tempos são de crise já todos sabemos, mas existem alguns a quem a crise mais afecta, entre esses está um grupo que a crise e os cortes do governo está a deixar praticamente sem condições mínimas de sobrevivência, esse grupo são os deputados da assembleia da república, pois ao seu salário de miséria (3700€), o governo teve o descaramento de aquando do pack 2 cortar 5%, e como se não bastasse o governo de José Sócrates no orçamento de estado para 2011 prevê um novo corte, isto revela uma falta de sensibilidade por parte do governo para as dificuldades dos deputados da nação.

O ilustre deputado Ricardo Gonçalves já veio a público revelar que já sente as dificuldades pois os seus míseros 3700€ não chegam para a sua subsistência, (o vídeo com o relato comovente está disponível em baixo), eu aplaudo a coragem deste deputado.

Como o governo persiste obstinado em levar em frente esta insensatez cabe a nós cidadãos anónimos auxiliar estes desamparados da sociedade, que servem o país muitas vezes com grande prejuízo das suas vidas pessoais, assim peço a todos que tenham possibilidade que acolham um deputado em casa, que lhe sirvam um sopa quente ao jantar, se não for pedir muito talvez que lhes dêem uns trocos para o autocarro.

É nestes momentos difíceis que se vê o quanto os portugueses são solidários, tenho a certeza que este apelo sincero será levado em conta por muitos.

PEC põe em causa as refeições dos deputados segundo Ricardo Gonçalves

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

Capuchinho Vermelho em versão Millôr


«Era uma vez (admitindo-se aqui o tempo como uma realidade palpável, estranho, portanto, à fantasia da história) uma menina, linda e um pouco tola, que se chamava Chapeuzinho Vermelho (esses nomes que se usam em substituição do nome próprio chamam-se alcunha ou vulgo).

Chapeuzinho Vermelho costumava passear no bosque, colhendo Sinantias, monstruosidade botânica que consiste na soldadura anomala de duas flores vizinhas pelos invólucros ou pelos pecíolos, Mucambés ou Muçambas, planta medicinal da família das Caparidáceas, e brincando aqui e ali com uma Jurueba, da família dos Psitacídeos, que vivem em regiões justafluviais, ou seja, à margem dos rios.

Chapeuzinho Vermelho andava pois, na floresta, quando lhe aparece um Lobo, animal selvagem carnívoro do género cão e … (Um parêntesis para os nossos pequenos leitores – o Lobo era, presumivelmente, uma figura inexistente criada pelo cérebro superexcitado de Chapeuzinho Vermelho. Tendo de andar na floresta sozinha, natural seria que, volta e meia, sentindo-se indefesa, tivesse alucinações semelhantes).

Chapeuzinho Vermelho foi detida pelo lobo que lhe disse: (Outro parêntesis: os animais jamais falaram. Fica explicado aqui que isso é um recurso de fantasia do autor e que Lobo encarna os sentimentos cruéis do Homem. Esse princípio animista é ancestralíssimo e está em todo o folclore universal).

Disse o Lobo: «Onde vais, linda menina?». Respondeu Chapeuzinho Vermelho: «Vou levar estes doces à minha avozinha que está doente. Atravessarei dunas, montes, cabos, istmos e outros acidentes geográficos e deverei chegar lá às treze e trinta e cinco, ou seja, à uma hora e trinta e cinco minutos da tarde.».

Ouvindo isso o Lobo saíu correndo, estimulado por desejos reprimidos (Freud: “Psychopathology of Everyday Life”, The Modern Library Inc., N.Y.).

Chegando a casa da avozinha, ele engoliu-a de uma vez - o que, segundo o conceito materialista de Marx, indica uma intenção crítica do autor, estando oculta aí a ideia do capitalismo devorando o proletariado – e ficou esperando deitado na cama, fantasiando com a roupa da avó.

Passaram-se quinze minutos (diagrama explicando o funcionamento do relógio e seu processo evolutivo através da História). Chapeuzinho Vermelho chegou e não percebeu que o Lobo não era a sua Avó, porque sofria de astigmatismo convergente, que é uma perturbação visual oriunda da curvatura da córnea.

Nem percebeu que a voz não era a da Avó, porque sofria de otite, inflamação do ouvido, nem reconheceu nas suas palavras, palavras cheias de má-fé masculina, porque afinal, eis o que ela era mesmo: esquizofrénica, débil mental e paranóica, pequenas doenças que dão no cérebro, parte súpero-anterior do encéfalo. (A tentativa muito comum da mulher ignorar a transformação do Homem é profusamente estudada por Kinsey em «Sexual Behaviour in the Human Female», W.B. Saunders Company, Publishers).

Mas para salvação de Chapeuzinho apareceram os lenhadores, mataram cuidadosamente o Lobo, depois de verificar a localização da Avó através de Roentgenfotografia. E Chapeuzinho Vermelho viveu tranquila 57 anos, que é a média de vida humana segundo Maltus, Thomas Robert, economista inglês nascido em 1766, em Rookew, pequena propriedade de seu pai, que foi grande amigo de Rousseau.»

- Millôr Fernandes, Lições de um Ignorante, publicado em 1967

Get Down the Moomb Bass - Dj amazzonia 2010 - concentração tuning fafe P...

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

O que é ser maricas…


1 – Estar mais de seis minutos na Internet sem ver gajas nuas. E não valem desculpas de que é a pagar e não sei quê, e que não quero dar o número do cartão de crédito.
2 – Pedir meias doses.
Se se chama dose, é porque está calculado: é uma dose. Um homem, uma dose. Quem pede meia dose é meio homem. Cozido à portuguesa: é comida de homem. Mas meia dose de cozido… O pior é pedir meia dose de qualquer comida terminada em “inho” ou “inhos”: meia dose de bifinhos, meia dose de lulinhas… Comidas que são de homem, para além do cozido: feijoada, mão de vaca, coelho à caçador e todas as partes do porco, tudo o que tiver porco é de homem.
3 – Chegar aos trinta anos e não ter barriga. É maricas!

4 – Comer Calippos.
As únicas coisas que um homem pode chupar são patas de sapateira e cabeças de pescada.
5– Ter gatos.
Um gato não passa dum cão maricas – A: Tem guizo; B: Toma banho com a própria língua; e C e última: Um gato nunca se embebeda. Ou seja, um homem que tenha um gato em casa está no fundo a viver uma intensa relação homossexual. O dono dum cão chama-o com dignidade masculina: “Savimbi, anda cá!” E assobia: “Aqui já! “. O dono dum gato chama-o “Bsss-bsss-bsss-bsss-bsss, bichaninho”.
6 – Não ir à caça porque não há sítio para cagar.
Um homem caga quando e onde lhe apetece. Quem nunca experimentou atingir um pato a zagalote com as calças em baixo não sabe o que é ser homem. O que as mulheres não sabem é que a caça é apenas uma grande desculpa para o homem poder ir para o mato marcar território…

7 – Ver o correio todos os dias… É maricas !
Um gajo chega a casa depois de oito horas de trabalho, cansado, cheio de fome e qual é a primeira coisa que faz ? Ver se tem cartinhas no correiozinho… ?! Um homem só abre o correio quando lhe cortarem a água, a luz ou o gás. E que homem é que consegue manobrar uma chave do correio…? Aquilo é feito para dedos de mulher.
8 – Pedir bicas pingadas… É maricas !
Ou bicas escaldadas, ou bicas cheias, ou duplas, ou cariocas, ou mesmo italianas… Bica é bica. A única coisa que se pode acrescentar a uma bica é um bagaço ou um rissol. Mas o pior de tudo é os descafeinados: “Ai, tire-me o café do meu café”. É maricas !
9 – Deixar que a nossa namorada nos esprema as borbulhas… É totalmente maricas ! As borbulhas de um homem não são para espremer. Um homem é uma máquina auto-suficiente em termos de saúde e higiene. Os homens só vão ao médico e tomam banho porque as mulheres obrigam.

10 – Saber o nome de mais de quatro bolos de pastelaria…
Um homem que é homem só sabe o nome da bola de Berlim, do bolo de arroz, do pastel de carne e do croissant. Mas só para poder pedir um croissant com panado de carne. Ver um… “homem”… … entrar numa pastelaria e
dizer: “Olhe, embrulhe-me aí dois garibaldis, uma pirâmide, um éclaire…”…. Com plantéis de 24 jogadores e 16 equipas na primeira liga, quem é que ainda tem espaço na memória para decorar nomes de bolos

11 – Alimentar o cão com comida para cão… É maricas!
A comida para cão é uma invenção das multinacionais para enganar maricas. Não há comida para cão. Os cães comem o que cai no chão ou o que desenterram. É que depois de comerem aquelas mixórdias, começam a ficar esquisitos. Deixam de beber água da sanita, já não tocam em nada que esteja podre, e começam a deixar os gatos a meio.
12 – Conduzir com as duas mãos no volante. É maricas!
Então se os “cóbois” conseguem laçar um búfalo com uma mão, porque é que um homem há de precisar das duas para agarrar o volante? O último sítio onde um homem precisa de ter as duas mãos é no volante. O volante só serve para duas coisas: desviar ou buzinar. De resto, a mão direita é para andar livre, para poder mexer na coxa que vai ao lado, sintonizar a rádio no relato de futebol e dar calduços nos miúdos.
13 – Passear cães com trela…
Os cães é para andarem soltos. Passear um cão é uma actividade de risco. O giro é não saber nunca se o cão vai voltar a casa, esfacelar um polícia ou ser atropelado por um comboio. Trelas é para miúdos e não há mais conversa.
14 – Gostar de Fado de Coimbra. É maricas!
O fado é para ser cantado em tascas por tipos que só conhecem sete letras do abecedário e que julgam que tremoços é marisco. E o fado não é cá para falar de amores de estudante. O fado é para contar histórias com velhas, estropiados, pescadores, prostitutas, sarjetas e vinho tinto.!

15 – Dormir com o cão aos pés da cama.
Um cão é para ficar no quintal ou fechado na marquise a ladrar a noite inteira. Os únicos mimos que um homem dá a um cão são ossos e soltá-lo no pombal do vizinho.
16 – Usar calçadeira.
A calçadeira é a vaselina dos pés! Se um homem tem problemas em enfiar um pé num sapato à força, é claramente maricas. Os sapatos foram feitos para andar com 120 quilos em cima a arrastarem-se pela calçada em cima do que acabámos de vomitar.
17 – Comer com pauzinhos nos restaurantes chineses.
A única coisa delicada que um homem é capaz de segurar nas mãos é uma chave de fendas, e para a torcer. Nunca ninguém viu um carregador de pianos ou algum operário de altos-fornos a comer com pauzinhos!
18 – Usar amaciador para o cabelo. Um homem que se preocupa em ficar bonito tem de ser maricas. “Ai, mas é bom porque o cabelo fica mais fofinho…” ?! Um homem que é homem não quer ter nada no corpo que seja fofinho.
19 – Ter uma carrinha familiar.
Ter uma carrinha é um anúncio público de que se é casado e de que se tem filhos. Ora, o único homem que pode querer que isso se saiba é o maricas, para despistar os polícias no parque Eduardo VII.
20 – Usar cigarreira…
Ai não, é mais higiénico porque os maços apanham humidade e podem contaminar os cigarros com bactérias. “Bactérias?!”. Um gajo anda a descarregar quilos de alcatrão para dentro dos pulmões há dez anos está preocupado com animais que só se vêem ao microscópio?
21 – Pedir descontos…
“Ai, não me faz uma atençãozinha?” Mas isto é conversa de homem?
22 – Não ser emigrante e falar francês.
O francês é a língua oficial dos maricas e a mais mariquinhas do mundo. Nem uma avó a falar com um recém-nascido usa tantos “nhô nhôs” e “bibidus” como um francês.

Pensamento do dia

pensamentododia.jpg

Burning marijuana

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

Problema de Retórica meu Amigo.


Caríssimo camarada, amigo Ricardo,

É com enorme prazer que tenho seguido o manejo e r dos teus textos e posteriormente a sua defesa e argumentação.

Acusas-te-me no teu último texto, de utilizar uma linguagem e termos demasiadamente rebuscados, porque isso dificulta a suposta legibilidade do blogue…

Em resposta dir-te-ei que se para lerem aquilo que redijo é necessário descer de nível… então prefiro não chegar à bandalheira!!!

Quanto ao facto de teres lido o alcorão e a Bíblia, deixa que te dê mais uma sugestão para além da Tora o Evangelho segundo o Espiritismo de (Allan Kardec), mas atenção que não é o jogador do Benfica.

Em relação à Bíblia, já que a leu (e muito bem no meu entender… mas será que percebeu?), o meu caro amigo deve ter enxergado que se divide em novo testamento e velho testamento:

Assim os textos “literários” do Novo Testamento (como tanto gosta de referir), guardam a ascendência da antiga tradição oratória judaica. Neles, o surgimento de Jesus Cristo cumpre com a antiga promessa divina da salvação, o papel da retórica característica dos textos do Novo Testamento era levar a audiência a reorientarem suas vidas a partir dessa indução, porque a fé em Jesus Cristo incumbia-os a viver de acordo com as escrituras vaticinadoras do evangelho, instituído pelo vocábulo e/ou ocorrências de Jesus e seus apóstolos.

Os textos do Novo Testamento também são, em sua maioria, episódios primários resultantes da pregação ou testemunho da vivência de Cristo e seus apóstolos na terra, como tal eles devem ser lidos e encarados como uma conjuntura de comunicação verbal na qual o missionário já possuía um conteúdo discursivo delimitado, que a desenvolvia para uma comunidade receptora de modo a produzir determinado impacto e leva-las a tomar certas opções.

José Caba, entende ainda que a submissão do discurso neotestamentário à retórica clássica greco-romana tende a sujeitar os textos ao ambiente greco-romano,

Ignorando suas origens veterotestamentárias e judaicas e desvalorizando o clima

Próprio da literatura hebraica de onde parte principalmente o texto bíblico

Para concluir a decomposição retórica do texto bíblico apresenta-se como variante narrativa hodierna que, por um lado, responde a dois grandes reptos aos investigadores plumitivos da Bíblia na contemporaneidade: fugir à formalidade plumitiva da crítica da forma e auxiliar as exigências da nova exégese que incluem autor-texto-leitor num numa constante interacção e movimento de interpretativo, permitindo atender as contendas do saber hodierno

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

Uma questão de semântica


Caro Rui;

Em primeiro lugar deverias tentar escrever os teus textos numa linguagem sucinta e directa, pois na minha opinião recorres demasiado á prolixidade (como vez com um dicionário por perto até eu sou capaz), acho que o blog só teria a ganhar com uma linguagem mais simples, não te esqueças de um princípio fundamental “Uma grande história não precisa ser uma história grande”, mas pensando bem os termos rebuscados que utilizas talvez se devam ao facto de agora pertenceres ao funcionalismo público, talvez te ande a sobrar muito tempo e andes a recorrer demasiado às palavras cruzadas, os teus textos mais parecem um texto jurídico.

Em segundo lugar deixa que te corrija, não só li a bíblia como também li o alcorão, dois textos magníficos do ponto de vista literário, na minha opinião é dessa forma que devem ser encarados os textos literários, e quem os lê não pode nem deve retira-los do contexto em que foram escritos, o antigo testamento relata a história dos hebreus não é um preceito apenas uma narrativa, no exemplo que dás das filhas de Lot, o autor ao relatar a história das filhas de Lot, não está a aprovar o acto nem a censura-lo apenas e somente a relatar um episódio, talvez o autor ao narrar este episodio estivesse a enaltecer o povo de Israel como povo temente a deus e seguidor dos seus preceitos em contraponto com os Moabitas e os Amonitas povos que historicamente sempre foram inimigos do povo de Israel, se á algo de fascinante nesses livros sagrados é quando os heróis cometem falhas, Pedro negou a Cristo três vezes antes de o galo cantar a terceira vez, apesar disso Pedro foi sempre visto como um símbolo da fé católica.

A bíblia o alcorão e também o tora (sim depois da bíblia e do alcorão, restava o tora, para poder reunir conhecimentos sobre os livros das três religiões abraâmicas), foram escritos á muitos séculos nunca deverão ser retirados do contexto histórico em que foram escritos, assim como os livros de Saramago daqui a muitos séculos deverão ser lidos á luz da época em que foram escritos.

Por falar em Saramago, a bíblia não é um manual de maus costumes conforme o alcorão a tora ou as vedas não o são, a beleza das grandes obras literárias é que várias pessoas podem ter interpretações diversas sobre a mesma obra, o mal não está na obra mas sim na interpretação abusiva que lhe é dada, ao longo dos séculos tanto o alcorão como a bíblia foram objecto de interpretações abusivas por parte de indivíduos que com isso quiseram levar os crentes. Se eu ao ler Mein Kampf, começar a perseguir judeus ciganos e outros, tais actos não poderão ser imputados ao autor do livro, mas tão-somente a mim.

Para finalizar, para quem acredita que a religião muçulmana é a antítese da religião cristã ou judaica, e vice-versa, deixo algumas passagens bastante elucidativas do alcorão.

"E revelamos (Deus revelou) a ti (ó Muhammad) o Livro (o Alcorão) com a verdade, confirmando o que havia antes dele de Escrituras (Torá e Evangelho) e aperfeiçoando-as. Julga, pois, entre eles conforme a Revelação de Deus, e não permita que as paixões deles deturpem a verdade que chegou a ti (de Deus). A cada um (povo) de vós fizemos uma Legislação e um Método. Se Deus o quisesse, teria feito de todos vós (muçulmanos, judeus e cristãos) uma única nação. Mas (Deus) quer testar-vos dentro daquilo que outorgou a vós. Emulai-vos, pois, nas boas ações. Para Deus é o retorno de todos vós, e Ele vos inteirará (sobre o certo) daquilo em que divergis."

Alcorão 5:48 18

"Dizei (ó Muhammad): ó adeptos do Livro, estareis sem nada até que façais vigir a Torá e o Evangelho, e o que Deus revelou a vós. . Tanto aqueles que creram, como os que professaram o judaísmo, e os sabeus, e os cristãos, quem (dentre eles todos) creram em Deus, e no último Dia e fizeram o Bem, nada têm a temer e não se atribularão."

Alcorão 5:68,69 19

"Não debateis com os adeptos do Livro (cristãos e judeus) senão do melhor modo, excepto os que se excederem dentre eles, e dizei-lhes: Cremos no que nos foi revelado (Alcorão) e no que foi revelado a vós (Torá e Evangelho), Nosso Deus e o Vosso Deus é UM (o mesmo), e nós somos muçulmanos para Ele (Deusa.)''

Alcorão 29:46 20

História de Ló e suas filhas ...


Mais uma vez quero expressar o meu direito ao contraditório, e liberdade de expressão que me assiste, como também e antes de mais quero referir que nunca pretendi optar pela crítica fácil, mas há coisas que nunca poderia deontologicamente deixar passar em claro…

A primeira é o facto do meu grande amigo Ricardo referir que a minha opinião o deixou “perplexo”… Até para ti é um termo demasiadamente forte, devo referir, mas pensei que como “Camarada” (termo por ti utilizado) soubesses que sou tudo menos um carneirinho seguidor, nem “beija rabos”.

Assim como devo chamar atenção para o meu texto como um todo, não somente dedicar atenção ao fonema “Mafamede”, nem explicar por extenso o seu significado…deveras conhecido…

Lamento que te tenhas sentido beliscado na tua sensibilidade quando referi em “beijar o rabo às opiniões vigentes”, mas certamente não seria para ti.

Referes ainda, que o Sagrado Alcorão, refere uns não sei quantos maus exemplos aos olhos da sociedade actual… que pelo que percebi também são os teus olhos…. Assim como também percebi, que nunca leste o Alcorão (na minha opinião deverias tê-lo feito).

Não duvido que tenhas lido a sagrada Bíblia, mas deixo aqui a questão... Prestas-te a devida atenção ao velho testamento e o livro de Génesis? Ou será que já te esqueces da história de Ló e suas filhas capítulo19, versículos 14 a 38 no Livro de Génesis? O qual passo a citar:

31. Então, a primogénita disse à menor: Nosso pai é já velho, e não há varão na terra que entre a nós, segundo o costume de toda a terra.

32 - Vem, demos a beber vinho a nosso pai e deitemo-nos com ele, para que em vida conservemos semente de nosso pai.

33 - E deram a beber vinho a seu pai naquela noite; e veio a primogénita e deitou-se com seu pai, e não sentiu ele quando ela se deitou, nem quando se levantou.

34 - E sucedeu, no outro dia, que a primogénita disse à menor: Vês aqui, eu já ontem à noite me deitei com meu pai; demos-lhe a beber vinho também esta noite, e então entra tu, deita-te com ele, para que em vida conservemos semente de nosso pai.

35 - E deram a beber vinho a seu pai, também naquela noite; e levantou-se a menor e deitou-se com ele; e não sentiu ele quando ela se deitou, nem quando se levantou.

36 - E conceberam as duas filhas de Ló de seu pai.

37 - E teve a primogénita um filho e chamou o seu nome Moabe; este é o pai dos moabitas, até ao dia de hoje.

38 - E a menor também teve um filho e chamou o seu nome Ben-Ami; este é o pai dos filhos de Amom, até o dia de hoje

Citando o camarada Saramago a "Bíblia é manual de maus costumes" assim como o Alcorão, mas entender o contexto em que os quais foram escritos, é mais que um exercício mental, é necessário vistas largas… agora diz-me qual será pior? O exemplo de pedofilia do Alcorão ou o exemplo de incesto/pedofilia da bíblia?

Enfim… pela boca morre o peixe… e também os incautos…e por favor não te sintas ofendido, é apenas uma questão de semasiologia.

A Gafe de Sócrates

terça-feira, 24 de agosto de 2010

Cultura ou acto de barbaridade?


Caro Rui, apesar de este blog ser um local onde a opinião é livre, e o direito ao contraditório um princípio consagrado, devo dizer que a tua opinião sobre o tema do apedrejamento me deixou perplexo, depois de tantos anos de camaradagem nunca imaginei que fosses capaz de confundir actos de selvajaria e desrespeito pelos direitos fundamentais da pessoa humana, com tradição, cultura, nunca um acto como o apedrejamento, poderá ser aceite como uma manifestação da cultura de um povo seja ele qual for seja milenar ou não.

Manifestar a repulsa por esses actos não é de modo algum uma oposição á cultura ou religião muçulmana.

Quando mencionas a grande nação Mafamede, imagino que te quisesses referir á grande nação persa, pois sendo Mafamede um termo utilizado pelos autores portugueses como identificação dos seguidores de Maomé, tendo Maomé nascido por volta de 570 D.C. , essa “nação mafamede” em comparação com os persas é recente pois os persas em 1500 A.C. já ocupavam o território do actual Irão.

Mas desculpar tais actos com tradição, então também se poderia hipoteticamente justificar a pedofilia com a tradição pois segundo o alcorão Aisha uma das 12 mulheres do profeta Maomé quando ficou noiva do profeta tinha 6 anos, e quando o casamento foi consumado tinha apenas 9 anos.

Porém há um ponto em que concordo plenamente contigo, em termos institucionais qualquer acto que possa ser utilizado pelas potências ocidentais para atacar o regime iraniano é esmiuçado até ao mais ínfimo detalhe como foi o caso das eleições onde as manifestações da oposição contra os resultados eleitorais tiveram uma cobertura mediática enorme pelos meios de comunicação social ocidentais, enquanto que o que se passa na China é como que escondido pois os interesses económicos falam mais alto, a forma como o regime comunista chinês trata quem se lhe opõem muitas vezes é pior que um linchamento público, pois são presos sem culpa formada, condenados a penas severas sem direito de defesa.

O exemplo mais flagrante do fechar de olhos da comunidade internacional relativa ao regime chinês, é o caso da ocupação do Tibete 60 anos após o exército chinês ter invadido o Tibete a comunidade internacional nada fez para restituir a liberdade e a independência do povo tibetano.

Petição contra o Apredrejamento de Mulheres


Mas com que autoridade moral, viemos nós enquanto representantes sociedade ocidental e capitalista criticar toda uma sociedade não compreendemos, nem queremos compreender…

Os usos e costumes da grande nação mafamede, enraizados há milénios nas suas epidermes… quando ainda nós sociedade ocidental convivia-mos com o homem de Neandertal já eles construíam pirâmides no vale do Nilo.

Todo o mundo olha de lado para o apedrejamento alheio, quando deveriam preocupar-se com o que passa cá dentro.

Não me interpretem mal, não estou a defender nada nem ninguém, nem tão pouco querer branquear uma situação que aos nossos olhos parece desumana, apenas quero chamar atenção para as diferentes realidades culturais aqui em foco. Óbvio parece, que não poderemos mesurar a questão pelos cânones ocidentais hoje em vigência. Nem tão pouco descurar outras situações também elas dignas de serem focadas/julgadas, como é disso o exemplo de toda uma panóplia de situações que se passam na china, desde julgamentos e execuções sumarias sem direito sequer a recurso (o que esta pobre mulher teve, ainda que meramente anedótico), apenas porque se trata de um gigante em plena ascensão politica, económica e militar… onde estão esses defensores?

Se for uma mulher apedrejada no Irão, (inimigo politico/ideológico da moda) cai o Carmo e a trindade… se são uns tantos ou quantos tibetanos fuzilados, apenas porque querem ser livres… até se dá o caso de o seu líder político e religioso nem ser recebido pelo digníssimo presidente Americano.

Deixe-mos de lado a hipocrisia e de beijar o rabo às opiniões vigentes! A minha opinião é clara… a sociedade ocidental sofre hoje de obesidade e atrofia cerebral… hoje toda a gente tem opinião formada ,sobre tudo e mais alguma coisa, mesmo que não perceba um cartucho do que estão dizendo… toda a gente embandeira em arco ,e a culpa é dos Opinião Makers, que embandalham a nossa sociedade com o mais miserável que existe na sociedade ocidental e no capitalismo… que é a falta exacerbada e continua de valores, algo que o mundo Muçulmano tem para dar e vender... (e talvez seja por isso que adoramos odiar os muçulmanos).

Mais uma vez demonstramos tudo o que temos de pior… a nossa faceta de odiar e desprezar tudo e todos os que não somos capazes de entender e de mesurar pelas nossas unidades de medida Preestabelecidas pelos Minde Makers.

Meus amigos mais que dizerem, ou acharem que tem uma opinião formada, devem primeiro fundamenta-la.

Em último lugar quero deixar uma palavra ao meu grande amigo Ricardo e dizer-lhe que a sua última postagem é o regresso total à bandalheira.

sexta-feira, 11 de junho de 2010

As pérolas do Zézé Camarinha, o maior macho men português


1- “Crime namber six not one!” (O Zeze aconselhando uma camone a espalhar o creme bronzeador o5-TVI 2000)

2- “My massage is the best massage” (o Zeze com a mesma camone a oferecer-se para lhe fazer umas massagens…-TVI 2000)

3- “Why don””t you go to the beach? You””re very white!” (o nosso herói abordando uma camone nas ruas de Portimão…-TVI 2000)

4-” A nossa juventude e uma desgraça! Só tenho pena de eu andar sozinho neste jogo do engate aqui no Algarve! A juventude hoje em dia só pensa em drogas, e em futebol! Tenho pena de não deixar nenhum sucessor!” (em entrevista na Sic, no programa do Ze Figueiras-2003)

5- “Você duvida da minha machidade?? Eu sou mesmo macho e tudo o que digo faço! Se duvida vamos ali para trás do cortinado e tira as duvidas! Nem precisa esgalhar-me o pessegueiro, a alavanca sobe automaticamente!!” (o Zeze ferido do seu orgulho ainda no mesmo programa, acusado pela Paula Coelho, apresentadora do Sic Noticias, de ser “Muita Parra e Pouca Uva”)

6-”Eu arranjei nesta praia, passaportes para toda a Europa! Sou como os jogadores da bola, trabalho no verão, para ir a Europa no Inverno! As camones quando chegam ao aeroporto de Faro, já trazem a minha foto na mão, aconselhadas pelas amigas!” (TVI- 2000)

7-”Ja apanhei grandes malucas na cama! Algumas gostavam que eu lhes arriasse nas nádegas durante o acto sexual! Tinham essa tara, e eu tinha de lhes fazer o gosto” (TVI-2000)

8-”Eu costumo dizer que sou massagista para ver se me toca alguma coisa, também lhes digo que sou astrólogo para lhes ler a sina. Se nenhuma destas resultar digo que sou fotografo…” (a explicar como mete conversa com elas…TVI-2000)

9-”Quem sou eu? Sou o último dos machos latinos, que tem o sangue de macho a escorrer nas veias, que sente orgulho em ser homem para satisfazer as tão necessitadas mulheres que me chegam as mãos de todos os cantos do mundo!” (TVI-2000)

10-”Ja fui para a cama com mais de 1500 mulheres, devo estar quase a chegar a mulher 2000! Quando isso acontecer, dou uma festa no meu bar no Algarve!” (Sic-2003)

11-”Eu na outra reencarnação devo ter sido penso isofrenico, daquelas da Evax ou da Insónia, pois adoro andar entre as pernas das mulheres!”-(Sic Radical-2002)

12-”Tenho mulheres que choram para eu ir lá a casa delas tirar-lhes as cócegas! Os maridos são uns bêbedos que lhes batem sem do nem piedade!!” (Tal e Qual-2002)

13-”E evidente que já não dou dez seguidas como dava antigamente! Quando era novo dava mais de 50 num só dia, agora devo andar na casa das 20 ou 25 por dia, o que e bem bom para a minha idade!” (Tal e Qual-2002)

14- “Quando morrer quero que o meu pénis seja embalsamado e cremado, e que as cinzas sejam espalhadas por estas praias do Algarve desde Lagos a Faro que e o meu território de caça! Deste modos as praias serão purificadas…Claro que haverá cinza suficiente!!” (Sic-2002)

15- “Tenho prazer em galantear as mulheres, em meter conversa com elas! Elas ate me pagam para eu lhes satisfazer! O BMW que tenho foi-me oferecido por uma chinesa boa como o milho que dizia que o marido não lhe satisfazia pois tinha uma **** microscópica! (Sic-2002)

16-”Por vezes vou ate a uns hotéis, e como conheço lá os empregados, pergunto sempre se a ultima fornada de mulheres que lá chegaram vale a pena…Se forem pitinhas daquelas que só pensam em discotecas e fumar merdas, bazo logo! Prefiro gajas mais maduras!” (Tal e Qual 2001)

17-”Eu sou como o Jardel, em frente a baliza nunca falho, e golos de cabeça e a minha especialidade…e olhe que o Jardel já falhou muitos golos de cabeça, ao contrario de mim!” (SIC- Noites Marcianas-2001)

18-”Quando era miúdo a minha mãe que era cozinheira num restaurante aqui da Praia de Portimão, dava-me óleo de fritar o peixe, depois bronzeava-me com ele e punha uma toalha aqui e outra lá ao fundo onde vê aquele chapéu de sol da Sprite…Tudo o que fosse camone e invadisse este espaço, marchava logo!” (TVI-2000)

19-”Tou farto de portuguesas! Um gajo para lhes saltar em cima tem de mostrar o B.I e nem isso chega! As camones olham para ti, e tu sabes logo que elas querem-te comer ate ao ultimo ossinho, e acreditem que eu tenho muito para ser comido!” (Sic-2003)

20-”Quando não conseguir levantar o pessegueiro?? Recorro ao Viagra!! Vergonha?? Vergonha e roubar e não conseguir fugir!” (Sic 2001)

Zé Zé Camarinha - Cabaret da Coxa

Foda-se... Por Millôr Fernandes


O nível de stress de uma pessoa é inversamente proporcional à quantidade de "foda-se!" que ela diz. Existe algo mais libertário do que o conceito do "foda-se!"? O "foda-se!" aumenta a minha auto-estima, torna-me uma pessoa melhor. Reorganiza as coisas. Liberta-me. "Não quer sair comigo?! - então, foda-se!" "Vai querer mesmo decidir essa merda sozinho(a)?! - então, foda-se!" O direito ao "foda-se!" deveria estar assegurado na Constituição. Os palavrões não nasceram por acaso. São recursos extremamente válidos e criativos para dotar o nosso vocabulário de expressões que traduzem com a maior fidelidade os nossos mais fortes e genuínos sentimentos. É o povo a fazer a sua língua. Como o Latim Vulgar, será esse Português Vulgar que vingará plenamente um dia. "Comó caralho", por exemplo. Que expressão traduz melhor a ideia de muita quantidade que "comó caralho"? "Comó caralho" tende para o infinito, é quase uma expressão matemática.


A Via Láctea tem estrelas comó caralho! O Sol está quente comó caralho! O universo é antigo comó caralho! Eu gosto do meu clube comó caralho! O gajo é parvo comó caralho! Entendes? No género do "comó caralho", mas, no caso, expressando a mais absoluta negação, está o famoso "nem que te fodas!". Nem o "Não, não e não!" e tão pouco o nada eficaz e já sem nenhuma credibilidade "Não, nem pensar!" o substituem. O "nem que te fodas!" é irretorquível e liquida o assunto. Liberta-te, com a consciência tranquila, para outras actividades de maior interesse na tua vida. Aquele filho pintelho de 17 anos atormenta-te pedindo o carro para ir surfar na praia? Não percas tempo nem paciência. Solta logo um definitivo: "Huguinho, presta atenção, filho querido, nem que te fodas!". O impertinente aprende logo a lição e vai para o Centro Comercial encontrar-se com os amigos, sem qualquer problema, e tu fechas os olhos e voltas a curtir o CD (...) Há outros palavrões igualmente clássicos. Pense na sonoridade de um "Puta que pariu!", ou o seu correlativo "Pu-ta-que-o-pa-riu!", falado assim, cadenciadamente, sílaba por sílaba. Diante de uma notícia irritante, qualquer "puta-que-o-pariu!", dito assim, põe-te outra vez nos eixos. Os teus neurónios têm o devido tempo e clima para se reorganizarem e encontrarem a atitude que te permitirá dar um merecido troco ou livrares-te de maiores dores de cabeça. E o que dizer do nosso famoso "vai levar no cu!"? E a sua maravilhosa e reforçadora derivação "vai levar no olho do cu!"? Já imaginaste o bem que alguém faz a si próprio e aos seus quando, passado o limite do suportável, se dirige ao canalha de seu interlocutor e solta: "Chega! Vai levar no olho do cu!"?


Pronto, tu retomaste as rédeas da tua vida, a tua auto-estima. Desabotoas a camisa e sais à rua, vento batendo na face, olhar firme, cabeça erguida, um delicioso sorriso de vitória e renovado amor-íntimo nos lábios. E seria tremendamente injusto não registar aqui a expressão de maior poder de definição do Português Vulgar: "Fodeu-se!". E a sua derivação, mais avassaladora ainda: "Já se fodeu!". Conheces definição mais exacta, pungente e arrasadora para uma situação que atingiu o grau máximo imaginável de ameaçadora complicação? Expressão, inclusivé, que uma vez proferida insere o seu autor num providencial contexto interior de alerta e auto-defesa. Algo assim como quando estás a sem documentos do carro, sem carta de condução e ouves uma sirene de polícia atrás de ti a mandar-te parar. O que dizes? "Já me fodi!" Ou quando te apercebes que és de um país em que quase nada funciona, o desemprego não baixa, os impostos são altos, a saúde, a educação e … a justiça são de baixa qualidade, os empresários são de pouca qualidade e procuram o lucro fácil e em pouco tempo, as reformas têm que baixar, o tempo para a desejada reforma tem que aumentar … tu pensas “Já me fodi!” Então:

Liberdade,

Igualdade,

Fraternidade e foda-se!!!

Mas não desespere:

Este país … ainda vai ser “um país do caralho!” Atente no que lhe digo!

terça-feira, 18 de maio de 2010

é fodido...

É incompreensível a existência do amor?

Para quê depositar as nossas expectativas em alguém que não nós próprios, muito menos fazer depender a nossa suposta felicidade na dependência directa de alguém…

Sejamos realistas, podemos pesquisar ou interrogarmo-nos o quanto quisermos, a quem pretendermos durante o tempo que desejarmos, mas nunca alguém em boa verdade irá dar-nos uma resposta concreta e concisa e cientifica para a singularidade do amor.

O facto é tão verdadeiro, que o paradigma do amor ainda não foi devidamente dissecado e explicado pelos dogmas da ciência moderna. No máximo que a moderna ciência alcançou a respeito do amor foi relaciona-lo com processos bioquímicos existentes no cérebro humano… mas nunca no concreto… e porquê? Porque nem mesmo a existência incontestável do fenómeno do amor, foi alguma vez comprovada… por esse facto sou obrigado afirmar que é o amor é uma fábula… não para criancinhas como o pai natal ou a fadinha dos dentes… mas para adultos que após findarem a sua fase da puberdade necessitam de algo com se entreterem. Isto está de tal maneira bem feito que se assim não fosse, imaginem a nossa vida enquanto indivíduos em particular e sociedade em geral… e imaginem também no quanto poderíamos alcançar e conquistar com o tempo desperdiçado à procura do Amor (em alguns casos) ou um novo amor (noutros casos). Confesso que também não sei a resposta, mas de certeza que já teríamos avançado para a conquista do universo ao nível da odisseia Star Trek.

Será que não passamos toda a história da humanidade a confundir amor com desejo???

Não será o paradigma do amor apenas isso… desejo...? E nada mais…

Em todas as relações… após conquistado o desejo inicial, instala-se o vício… a rotina a monotonia… todas as virtudes da pessoa anteriormente amada rapidamente se transformaram em defeitos… passamos a olhar para a fruta do vizinho (muitas das vezes bem pior que a nossa), e considera-la bem mais apetecível…

O que me leva mais uma vez a concluir, que o amor não passa de desejo um irracional, e quando concretizado… passamos a racionaliza-lo de uma outra forma… mais cerebral e menos sexual.

Mas então o que leva a que muitos casais fiquem uma eternidade juntos? Mais uma vez confesso que não sei, até pode ser que esteja errado, mas penso que seja o carinho… amizade, muitas vezes os filhos, e os compromissos efectuados perante a sociedade, simbolizados no altar perante as famílias e amigos… que muitas das vezes tem complexos de inferioridade em assumir que o seu casamento/relacionamento vai pelas horas da amargura. Ou ainda talvez seja pelo facto de no mais ínfimo subconsciente irracional de cada um de nós sabermos lá no fundinho dos fundilhos que não adianta arranjar um novo par… que vai acabar direitinho como o anterior… na monotonia e no vicio… por isso mais vale ficar com a mãe/pai dos nossos filhos que ir ajudar a criar os filhos dos outros… quando sabemos que no final resultado será de certeza igual ao primeiro, pode-se dar as voltas que se queira dar, no fim a natureza pensou em tudo… ou quase tudo, e nós em nada ou quase nada…

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