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sábado, 30 de abril de 2011

Governador do Banco de Portugal pede que os políticos sejam responsabilizados por incumprimento das regras orçamentais.




O Banco de Portugal, tem agora um governador que parece saber quais são as suas funções, ao contrário do seu antecessor (Victor Constâncio), que em boa hora conseguiu um tacho melhor, Carlos Costa o actual governador parece não ter herdado de Victor Constâncio a vontade de agradar aos governantes, parece estar mais preocupado com as suas reais atribuições e deveres como governador do Banco de Portugal.




Na passada quarta-feira Carlos Costa falando no colóquio comemorativo dos 35 anos da Constituição, defendeu que os gestores públicos deverão ser responsabilizados pela gestão que fazem dos dinheiros públicos, e pelo incumprimento dos compromissos orçamentais.






“É crucial que os decisores de política e os gestores públicos prestem contas e sejam responsabilizados pela utilização que fazem dos recursos postos à sua disposição pelos contribuintes”, afirmou, à margem de uma conferência sobre os 35 anos da Constituição da República Portuguesa e citado pela Rádio Renascença.

O governador do banco central português afirmou ainda que nos últimos 12 anos os governos não foram comedidos. Diz mesmo que não quiseram cumprir regras europeias, de manter o défice abaixo dos 3%, ou de simples bom senso.

“O objectivo de atingir um saldo orçamental próximo do equilíbrio foi sistematicamente reiterado nos nossos diferentes Programas de Estabilidade e Crescimento mas foi sempre adiado para o final do horizonte do programa seguinte, isto é, não nos esquecemos da regra mas nunca a respeitamos ou aplicamos”, sublinhou, citado pela Rádio Renascença.

Pediu também maior transparência sobre as actividades do sector público. “Quantos organismos públicos existem. Quantos são os funcionários públicos e quais os respectivos regimes de vinculação? Qual o volume global das garantias conferidas pelo Estado? Quais os encargos futuros com os sistemas de pensões ou com as parcerias público-privadas?”, perguntou.

Estado da Nação - Evolução da Dívida Pública Portuguesa 1850 - 2010

segunda-feira, 25 de abril de 2011

Entrevista de Campos e Cunha ao jornal Sol, antigo ministro das finanças arrasa com politicas de Sócrates.



Luis Campos e Cunha, o primeiro ministro das Finanças de José Sócrates, que saiu depois de quatro meses de governação, diz que Portugal terá pelo menos cinco anos de crescimento «anémico» e que uma taxa de juro de 4,2% no pacote de ajuda da UE/FMI seria «muito positivo».
Em apenas um ano, a crise da dívida soberana obrigou ao resgate de três países na Zona Euro (Grécia, Irlanda e Portugal). O que se segue?
É difícil saber. A haver nova ajuda financeira na Zona Euro será a de Espanha, mas espero que não aconteça. Porém, o pedido de auxílio de Portugal foi o fim da última trincheira antes de Espanha. Os espanhóis tinham desaparecido dos jornais internacionais como problema e voltaram a surgir. Madrid tomou medidas de austeridade atempadamente, ao contrário de Portugal. E, se não necessitar de apoio internacional, foi porque fez o trabalho de casa . Mesmo assim, o primeiro-ministro Zapatero já anunciou que não se vai recandidatar.
O que tem falhado na política económica europeia?
A culpa dos problemas reside, sobretudo, nos próprios países. Os irlandeses têm alguma desculpa, porque as finanças públicas estavam em ordem e foram contaminadas por um sistema financeiro mal supervisionado. Em Portugal, a origem da crise e do resgate está na política orçamental completamente desastrosa, sobretudo a partir de 2008.
Quais foram os principais erros?
Portugal teve azar em ter um Governo muito eleitoralista e com eleições no final de 2009. O Governo começou a prepará-las logo em 2008, com a redução do IVA no primeiro trimestre. Devo ter sido quase a única voz que se levantou contra a medida, alertando que era demasiado prematura e que o sistema financeiro poderia necessitar de algum apoio do Estado, como estava já a ser previsto em diversos países em consequência da crise do subprime nos EUA. Após a falência do Lehman Brothers, em Setembro de 2008, instalou-se uma onda de pseudo-keynianismo na política económica mundial que caiu como sopa no mel a um Governo que está à beira de eleições e que passou a gastar sem restrições. A primeira má surpresa surge em Janeiro de 2010, quando o défice de 2009 foi revisto em alta até 9,2%.
Aí começaram as desconfianças dos mercados?
Sim, os mercados, ou melhor, os nossos credores começaram logo aí a desconfiar de Portugal. A seguir às eleições, com a expectativa de que iria durar poucos meses, o Executivo cedeu a uma série de interesses - médicos, enfermeiros ou professores - que receberam amplas benesses entre o final de 2009 e início de 2010. Depois, o primeiro Plano de Estabilidade e Crescimento (PEC), de Março de 2010, era muito fraco e não atacou o problema a sério. Em Abril, a S&P desce em dois níveis o rating da dívida e, a partir daí, foi uma bola de neve . O Governo reagiu sempre tarde aos acontecimentos e, quando se reage tarde, não se é credível e isso é terrível para a reputação de um país. Estava nas cartas já nos finais de 2010 que Portugal teria de pedir ajuda internacional.
Que expectativas tem para o plano de ajuda da UE/FMI?
Tem de ser suficientemente compreensivo, alargado e forte para que os mercados acreditem, mas não pode ser tão violento ao ponto de as pessoas não acreditarem que seja praticável. Se for feito um pacote de reformas coerente e sustentável, é obrigatório do lado da União Europeia aplicar taxas de juros e prazos de pagamento mais vantajosos do que os do mercado, porque o risco de Portugal será também menor. Se conseguíssemos uma taxa próxima da Grécia (4,2%) seria muito positivo.
A banca foi uma vítima?
Foi totalmente vítima da política orçamental irresponsável do Governo. No fim de 2009, os bancos mostraram que tinham feito uma avaliação do risco muito cuidada face aos alemães, norte-americanos ou ingleses. Mas, em Abril de 2010, o rating de Portugal baixa em dois níveis, obrigando a uma descida do da banca. O sector vê os mercados de financiamento fecharem-se e fica a braços com problemas de funding e de concessão de crédito.
A restrição de crédito ameaça o crescimento das exportações?
Há o risco de o sistema financeiro não conseguir conceder o crédito necessário às empresas exportadoras e levar a que as vendas ao exterior não cresçam como o esperado. A Europa está a viver uma política monetária muito expansionista, ao contrário de Portugal, que é muito contraccionista, porque a banca não consegue fazer chegar o crédito em quantidade e a baixo custo aos consumidores e empresas.
Os portugueses já tomaram consciência do que aí vem?
Sabem que a situação é muito difícil, com taxas de desemprego recorde, subidas de impostos brutais e redução de apoios sociais. O que aí vem, nem eu sei - e sou professor de Economia! Para já, temos garantidos pelo menos cinco anos de crescimento muito anémico; se as coisas não correrem bem, serão dez.
É imperativo um Governo ou coligação maioritária para aplicar as medidas do FMI?
Não sou a favor de um centrão no poder, mas, em momentos dramáticos como este, pode ser preciso um bloco alargado e amplamente consensual no Parlamento que consiga conduzir o país durante três ou quatro anos.
E é possível um governo de Bloco Central com os actuais responsáveis políticos?
Não será possível com José Sócrates. Sócrates é o problema e com ele não haverá qualquer coligação possível. Se o PS perder as eleições por larga margem, é natural que mude de secretário-geral. Se perder por margem curta ou ganhar as eleições, Sócrates continuará.
Como avalia o trabalho de Teixeira dos Santos?
Teixeira dos Santos foi um mero executor da política orçamental de Sócrates. Qualquer pessoa que me sucedesse tinha de aceitar que Sócrates era o ministro das Finanças. É a Sócrates que devem ser atribuídas as responsabilidades pela situação do país.
Estamos em risco de reestruturar a dívida, como a Grécia?
A Grécia é um caso muito particular, porque tem um nível de endividamento de cerca de 150% do PIB, um valor dificilmente sustentável. A necessidade de reestruturação é capaz de ser inevitável. O nosso caso dependerá de dois efeitos: o primeiro é a tentação de Portugal querer avançar para uma reestruturação se a Grécia a fizer e se correr bem. É sempre uma tentação grande para os políticos portugueses não pagar, embora pagar o que se deve honre os países e as pessoas; o segundo efeito depende da sustentabilidade do pacote e das medidas de ajuda. Se este assegurar taxas de juro comportáveis para consolidar as finanças públicas, Portugal não deve reestruturar a dívida. Isso seria uma vergonha para todos nós.

PT on Cut...

http://portugaluncut.blogspot.com/

Revolução dos cravos, as imagens do 25 de Abril de 1974






Grândola, Vila Morena (25 de Abril sempre)

Se nos Tirarem Abril dar-lhe-emos Maio!



















Como outrora um soldado desesperado, e na iminência de perder a Índia disse aos pés do Túmulo de Afonso de Albuquerque: " Volta velho capitão que estamos a perder a índia"
Eu Diria mais: Estamos a perder Abril!!!
Mas dar-lhe-emos Maio…

domingo, 24 de abril de 2011

Salgueiro Maia, o último herói português






Madrugada de 25 de Abril de 74, parada da Escola Prática de Cavalaria, em Santarém:
"Meus senhores, como todos sabem, há diversas modalidades de Estado. Os estados sociais, os corporativos e o estado a que chegámos. Ora, nesta noite solene, vamos acabar com o estado a que chegámos! De maneira que, quem quiser vir comigo, vamos para Lisboa e acabamos com isto. Quem for voluntário, sai e forma. Quem não quiser sair, fica aqui!"
Todos os 240 homens que ouviram estas palavras, ditas da forma serena mas firme, tão característica de Salgueiro Maia, formaram de imediato à sua frente. Depois seguiram para Lisboa e marcharam sobre a ditadura.

25 de Abril - Revolução dos cravos "o fim de 40 anos de ditadura do estado novo"

sexta-feira, 15 de abril de 2011

Leitor de pensamentos, último grito da tecnologia.


A melhor dieta para emagrecer (receita apenas para mulheres…e para o Castelo Branco)






Escolha o melhor pacote:

1º - 10 kg em cinco dias
2º - 20 kg em três dias (não é aconselhável para amadoras).
3º - 30 kg em um dia (apenas para profissionais).
Uma mulher viu o anúncio e decidiu ligar para o número de telefone da empresa para experimentar esta dieta milagrosa, ela pediu o primeiro pacote.
No dia seguinte tocaram na campainha da sua casa pela manhã, ao abrir, ela encontrou um jovem com um corpo perfeito, com apenas uns calções justos e uns ténis e um cartaz que dizia:

“Se me alcançar, serei seu!”

A mulher desatou a correr como uma louca pela rua após alguns km até que o alcançou e levou-o para casa e fizeram sexo durante cinco dias.
No final dos cinco dias a mulher pesou-se e tinha perdido 10 kg.



Passados alguns dias ela decidiu ligar novamente para a empresa e pediu que lhe enviassem o pacote número 2, quero perder 20 kg em três dias, do outro lado do telefone perguntaram-lhe:
- Tem a certeza que quer o pacote nº 2?
- Olhe que este pacote não é para amadores e nem para cardíacos.
-claro que tenho a certeza, respondeu a senhora.
No dia seguinte ainda de madrugada, tocaram á sua porta, ela correu para abrir, e encontrou um tipo todo escultural género Brad Pitt, mas melhor, totalmente nu, excepto uns ténis e um cartaz que dizia:



“Se me alcançar, serei seu!”


A mulher correu atrás dele por toda a cidade até que finalmente o apanhou, levou-o para casa e fizeram sexo durante três dias…20 kg a menos!!!




Passados mais alguns dias, a mulher decidiu pedir o pacote número 3, o tal para profissionais…
Estava decidida a perder 30 kg!
No dia seguinte tocaram á sua porta. Ela estava vestida com o seu vestido mais sexy, e pronta para o regabofe, abriu a porta e…
Á sua porta estava um homem, de ténis e com um cartaz que dizia:












“Se te alcanço serás minha!”





Não teria dito melhor…

quarta-feira, 13 de abril de 2011

Teixeira dos Santos: “Portugal tem vivido acima das possibilidades” Que grande lata…



O homem no mínimo sofre de personalidade múltipla uma espécie de Dr Jekyll and Mr Hyde, só assim se poderá justificar que o ministro das finanças tenha permitido que o estado andasse a gastar acima das suas possibilidades.
Veremos se com a entrada do FMI em Portugal, a verdade será conhecida sobre o verdadeiro estado das contas públicas.

e não é que o tipo nunca mais morre...

Demagogia parteII!


Como cidadão pouco se me dá se não concordam com a minha opinião, pois não sou pago para a expressar, nem tão pouco tenho vergonha delas, e podem e devem discordar dela, por mais modesta que ela seja, sempre que o desejarem. Não podemos é ter “memoria curta” nem “selectiva”. A hipocrisia infelizmente é transversal à política, e pelo que vejo á sociedade também.
É isto que devemos criticar mais que o partido A ou partido B. O que verifico é ainda mais doentio… é talvez o maior moléstia do nosso Portugal: A falta de cidadania… o facto de “apenas” criticarmos as más atitudes dos outros, tentando camuflar as “nossas”. Tentar camuflar a atitude do Sr. Nobre… e vão-me perdoar o termo, mas é puro sectarismo político e pura demagogia, e isso para mim é inaceitável. Tal como é inaceitável atitude daqueles que se dizem e julgam muito independentes e apartidários e cívicos, para depois perante a 1.ª “Gamela” com se deparam, cuspir nos milhares de eleitores que neles confiaram.

Para terminar não sei se me envergonha mais altitude do Nobre se as tentativas de as camuflar como um acto legítimo de cidadania.

P.S"Grandes mentes discutem ideias; Mentes medianas discutem eventos; Mentes pequenas discutem pessoas.

Mas cidadãos activos discutem ideias; pessoas e eventos.

sábado, 9 de abril de 2011

David Rowe venceu o World Press Cartoon 2011

O australiano David Rowe é o vencedor do World Press Cartoon 2011, com "Wikileaks and Uncle Sam". Anunciado esta noite numa cerimónia no Centro Cultural Olga Cadaval, em Sintra, o cartoon vencedor, que satiriza "um dos temas mais quentes de 2010", foi publicado em dezembro de 2010 no jornal australiano "The Sun-Herald", tendo conquistado o Grand Prix e o primeiro lugar na categoria de Cartoon Editorial do certame de humor gráfico de imprensa.   

quinta-feira, 7 de abril de 2011

Grupo de economistas portugueses apresenta queixa-crime contra agências de rating.



Um grupo de economistas portugueses apresentou uma queixa-crime na procuradoria-geral da república contra as agências de notação Moody's, a Fitch e a Standard & Poor's por crime de manipulação do mercado, a queixa é subscrito por: José Reis e José Manuel Pureza, da universidade de Coimbra, e Manuel Brandão e Maria Manuela Silva, do Instituto Superior de Economia e Gestão (ISEG).
Em declarações à Lusa, José Reis realça que as agências que «intervêm no mercado português», as três referidas na denúncia, «dominam mais de 90 por cento do mercado» internacional, pelo que «é preciso saber se as leis da concorrência são respeitadas».
Duas dessas agências - Moody s e Standard & Poor's - têm inclusive um «mesmo fundo de investimento como proprietário», adverte o economista, e as decisões que as entidades tomam, «que influenciam as taxas de juro», têm um impacto significativo nos endividamentos dos países, «podendo afectar a sua estabilidade» financeira e económica.
No documento a entregar na segunda-feira na Procuradoria-Geral da República, a que a Lusa teve acesso, é dito que «quanto maior for o risco inerente a uma emissão de dívida, maior será o retorno exigido pelos investidores, ou seja, maiores serão os juros» impostos pelos mesmos.
«Compreende-se assim a grande importância que revestem as classificações feitas por estas agências: elas servem de referência aos investidores, emissores e administradores públicos para as suas decisões de investimento e financiamento», diz a nota.
Sendo este o papel que tem sido atribuído no mercado a estas três agências, «não pode permitir-se que ajam de forma a alterar o preço dos juros, direccionando o mercado para situações em que elas próprias ou os seus clientes tenham interesse e retirem benefícios», declara o grupo de economistas.
O inquérito que os assinantes do documento querem que seja aberto deve apurar a «prática dos actos abusivos que são imputados» às três agências, a «existência de graves prejuízos produzidos nos interesses do Estado e do povo português» e a «identificação dos quadros directivos das ditas agências e os autores dos actos» da denúncia.
Os economistas querem também saber se os «benefícios obtidos pelas agências» e os seus clientes «foram de notória importância», para além de quererem ter acesso a «todas as comunicações internas das agências de notação respeitantes às classificações referentes a Portugal» desde o ano de 2010.

Dizer mais.... para quê? O senhor engenheiro ao seu melhor estilo!!!

quarta-feira, 6 de abril de 2011

O FMI já definiu um plano de acção para Portugal

O José Mário Branco é que tinha razão...


Cachucho não é coisa que me traga a mim
Mais novidade do que lagostim
Nariz que reconhece o cheiro do pilim
Distingue bem o Mortimore do Meirim
A produtividade, ora aí está, quer dizer
Há tanto nesta terra que ainda está por fazer
Entrar por aí a dentro, analisar, e então
Do meu 'attachi-case' sai a solução!

FMI Não há graça que não faça o FMI
FMI O bombástico de plástico para si
FMI Não há força que retorça o FMI

Discreto e ordenado mas nem por isso fraco
Eis a imagem 'on the rocks' do cancro do tabaco
Enfio uma gravata em cada fato-macaco
E meto o pessoal todo no mesmo saco
A produtividade, ora aí está, quer dizer
Não ando aqui a brincar, não há tempo a perder
Batendo o pé na casa, espanador na mão
É só desinfectar em superprodução!

FMI Não há truque que não lucre ao FMI
FMI O heróico paranóico 'hara-quiri'
FMI Panegírico, pro-lírico daqui

Palavras, palavras, palavras e não só
Palavras para si e palavras para dó
A contas com o nada que swingar o sol-e-dó
Depois a criadagem lava o pé e limpa o pó
A produtividade, ora nem mais, célulazinhas cinzentas
Sempre atentas
E levas pela tromba se não te pões a pau
Num encontrão imediato do 3º grau!

FMI Não há lenha que detenha o FMI
FMI Não há ronha que envergonhe o FMI
FMI ...

Entretém-te filho, entretém-te, não desfolhes em vão este malmequer que bem-te-quer, mal-te-quer, vem-te-quer, ovomalt'e-quer, messe gigantesca, vem-te vindo, vi-me na cozinha, vi-me na casa-de-banho, vi-me no Politeama, vi-me no Águia D'ouro, vi-me em toda a parte, vem-te filho, vem-te comer ao olho, vem-te comer à mão, olha os pombinhos pneumáticos que te orgulham por esses cartazes fora, olha a Música no Coração da Indira Gandi, olha o Muchê Dyane que te traz debaixo d'olho, o respeitinho é muito lindo e nós somos um povo de respeito, né filho? Nós somos um povo de respeitinho muito lindo, saímos à rua de cravo na mão sem dar conta de que saímos à rua de cravo na mão a horas certas, né filho? Consolida filho, consolida, enfia-te a horas certas no casarão da Gabriela que o malmequer vai-te tratando do serviço nacional de saúde. Consolida filho, consolida, que o trabalhinho é muito lindo, o teu trabalhinho é muito lindo, é o mais lindo de todos, como o astro, não é filho? O cabrão do astro entra-te pela porta das traseiras, tu tens um gozo do caraças, vais dormir entretido, não é? Pois claro, ganhar forças, ganhar forças para consolidar, para ver se a gente consegue num grande esforço nacional estabilizar esta destabilização filha-da-puta, não é filho? Pois claro! Estás aí a olhar para mim, estás a ver-me dar 33 voltinhas por minuto, pagaste o teu bilhete, pagaste o teu imposto de transação e estás a pensar lá com os teus botões: Este tipo está-me a gozar, este gajo quem é que julga que é? Né filho? Pois não é verdade que tu és um herói desde de nascente? A ti não é qualquer totobola que te enfia o barrete, meu grande safadote! Meu Fernão Mendes Pinto de merda, né filho? Onde está o teu Extremo Oriente, filho? Ah-ni-qui-bé-bé, ah-ni-qui-bó-bó, tu és 'Sepuldra' tu és Adamastor, pois claro, tu sozinho consegues enrabar as Nações Unidas com passaporte de coelho, não é filho? Mal eles sabem, pois é, tu sabes o que é gozar a vida! Entretém-te filho, entretém-te! Deixa-te de políticas que a tua política é o trabalho, trabalhinho, porreirinho da Silva, e salve-se quem puder que a vida é curta e os santos não ajudam quem anda para aqui a encher pneus com este paleio de Sanzala e ritmo de pop-xula, não é filho?
A one, a two, a one two three

FMI dida didadi dadi dadi da didi
FMI ...

Come on you son of a bitch! Come on baby a ver se me comes!
Come on Luís Vaz, 'amanda'-lhe com os decassílabos que os senhores já vão ver o que é meterem-se com uma nação de poetas! E zás, enfio-te o Manuel Alegre no Mário Soares, zás, enfio-te o Ary dos Santos no Álvaro de Cunhal, zás, enfio-te o Zé Fanha no Acácio Barreiros, zás, enfio-te a Natalia Correia no Sá Carneiro, zás, enfio-te o Pedro Homem de Melo no Parque Mayer e acabamos todos numa sardinhada ao integralismo Lusitano, a estender o braço, meio Rolão Preto, meio Steve McQueen, ok boss, tudo ok, estamos numa porreira meu, um tripe fenomenal, proibido voltar atrás, viva a liberdade, né filho? Pois, o irreversível, pois claro, o irreversívelzinho, pluralismo a dar com um pau, nada será como dantes, agora todos se chateiam de outra maneira, né filho? Ora que porra, deixa lá correr uma fila ao menos, malta pá, é assim mesmo, cada um a curtir a sua, podia ser tão porreiro, não é? Preocupações, crises políticas pá? A culpa é dos partidos pá! Esta merda dos partidos é que divide a malta pá, pois pá, é só paleio pá, o pessoal na quer é trabalhar pá! Razão tem o Jaime Neves pá! (Olha deixaste cair as chaves do carro!) Pois pá! (Que é essa orelha de preto que tens no porta-chaves?) É pá, deixa-te disso, não destabilizes pá! Eh, faz favor, mais uma bica e um pastel de nata. Uma porra pá, um autentico desastre o 25 de Abril, esta confusão pá, a malta estava sossegadinha, a bica a 15 tostões, a gasosa a sete e coroa... Tá bem, essa merda da pide pá, Tarrafais e o carágo, mas no fim de contas quem é que não colaborava, ah? Quantos bufos é que não havia nesta merda deste país, ah? Quem é que não se calava, quem é que arriscava coiro e cabelo, assim mesmo, o que se chama arriscar, ah? Meia dúzia de líricos, pá, meia dúzia de líricos que acabavam todos a fugir para o estrangeiro, pá, isto é tudo a mesma carneirada! Oh sr. guarda venha cá, á, venha ver o que isto é, é, o barulho que vai aqui, i, o neto a bater na avó, ó, deu-lhe um pontapé no cu, né filho? Tu vais conversando, conversando, que ao menos agora pode-se falar, ou já não se pode? Ou já começaste a fazer a tua revisãozinha constitucional tamanho familiar, ah? Estás desiludido com as promessas de Abril, né? As conquistas de Abril! Eram só paleio a partir do momento que tas começaram a tirar e tu ficaste quietinho, né filho? E tu fizeste como o avestruz, enfiaste a cabeça na areia, não é nada comigo, não é nada comigo, né? E os da frente que se lixem... E é por isso que a tua solução é não ver, é não ouvir, é não querer ver, é não querer entender nada, precisas de paz de consciência, não andas aqui a brincar, né filho? Precisas de ter razão, precisas de atirar as culpas para cima de alguém e atiras as culpas para os da frente, para os do 25 de Abril, para os do 28 de Setembro, para os do 11 de Março, para os do 25 de Novembro, para os do... que dia é hoje, ah?

FMI Dida didadi dadi dadi da didi
FMI ...

Não há português nenhum que não se sinta culpado de qualquer coisa, não é filho? Todos temos culpas no cartório, foi isso que te ensinaram, não é verdade? Esta merda não anda porque a malta, pá, a malta não quer que esta merda ande, tenho dito. A culpa é de todos, a culpa não é de ninguém, não é isto verdade? Quer isto dizer, há culpa de todos em geral e não há culpa de ninguém em particular! Somos todos muita bons no fundo, né? Somos todos uma nação de pecadores e de vendidos, né? Somos todos, ou anti-comunistas ou anti-faxistas, estas coisas até já nem querem dizer nada, ismos para aqui, ismos para acolá, as palavras é só bolinhas de sabão, parole parole parole e o Zé é que se lixa, cá o pintas azeite mexilhão, eu quero lá saber deste paleio vou mas é ao futebol, pronto, viva o Porto, viva o Benfica, Lourosa, Lourosa, Marraças, Marraças, fora o arbitro, gatuno, bora tudo p'ro caralho, razão tinha o Tonico de Bastos para se entreter, né filho? Entretém-te filho, com as tuas viúvas e as tuas órfãs que o teu delegado sindical vai tratando da saúde aos administradores, entretém-te, que o ministro do trabalho trata da saúde aos delegados sindicais, entretém-te filho, que a oposição parlamentar trata da saúde ao ministro do trabalho, entretém-te, que o Eanes trata da saúde à oposição parlamentar, entretém-te, que o FMI trata da saúde ao Eanes, entretém-te filho e vai para a cama descansado que há milhares de gajos inteligentes a pensar em tudo neste mesmo instante, enquanto tu adormeces a não pensar em nada, milhares e milhares de tipos inteligentes e poderosos com computadores, redes de policia secreta, telefones, carros de assalto, exércitos inteiros, congressos universitários, eu sei lá! Podes estar descansado que o Teng Hsiao-Ping está a tratar de ti com o Jimmy Carter, o Brezhnev está a tratar de ti com o João Paulo II, tudo corre bem, a ver quem se vai abotoar com os 25 tostões de riqueza que tu vais produzir amanhã nas tuas oito horas. A ver quem vai ser capaz de convencer de que a culpa é tua e só tua se o teu salário perde valor todos os dias, ou de te convencer de que a culpa é só tua se o teu poder de compra é como o rio de S. Pedro de Moel que se some nas areias em plena praia, ali a 10 metros do mar em maré cheia e nunca consegue desaguar de maneira que se possa dizer: porra, finalmente o rio desaguou! Hão te convencer de que a culpa é tua e tu sem culpa nenhuma, tens tu a ver, tens tu a ver com isso, não é filho? Cada um que se vá safando como puder, é mesmo assim, não é? Tu fazes como os outros, fazes o que tens a fazer, votas à esquerda moderada nas sindicais, votas no centro moderado nas deputais, e votas na direita moderada nas presidenciais! Que mais querem eles, que lhe ofereças a Europa no natal?! Era o que faltava! É assim mesmo, julgam que te levam de mercedes, ora toma, para safado, safado e meio, né filho? Nem para a frente nem para trás e eles que tratem do resto, os gatunos, que são pagos para isso, né? Claro! Que se lixem as alternativas, para trabalho já me chega. Entretém-te meu anjinho, entretém-te, que eles são inteligentes, eles ajudam, eles emprestam, eles decidem por ti, decidem tudo por ti, se hás-de construir barcos para a Polónia ou cabeças de alfinete para a Suécia, se hás-de plantar tomate para o Canada ou eucaliptos para o Japão, descansa que eles tratam disso, se hás-de comer bacalhau só nos anos bissextos ou hás-de beber vinho sintético de Alguidares-de-Baixo! Descansa, não penses em mais nada, que até neste país de pelintras se acho normal haver mãos desempregadas e se acha inevitável haver terras por cultivar! Descontrai baby, come on descontrai, arrefinfa-lhe o Bruce Lee, arrefinfa-lhe a macrobiótica, o biorritmo, o euroscópio, dois ou três ofeneologistas, um gigante da ilha de Páscoa e uma Grace do Mónaco de vez em quando para dar as boas festas às criancinhas! Piramiza filho, piramiza, antes que os chatos fujam todos para o Egipto, que assim é que tu te fazes um homenzinho e até já pagas multa se não fores ao recenseamento. Pois pá, isto é um país de analfabetos, pá! Dá-lhe no Travolta, dá-lhe no disco-sound, dá-lhe no pop-xula, pop-xula pop-xula, iehh iehh, J. Pimenta forever! Quanto menos souberes a quantas andas melhor para ti, não te chega para o bife? Antes no talho do que na farmácia; não te chega para a farmácia? Antes na farmácia do que no tribunal; não te chega para o tribunal? Antes a multa do que a morte; não te chega para o cangalheiro? Antes para a cova do que para não sei quem que há-de vir, cabrões de vindouros, ah? Sempre a merda do futuro, a merda do futuro, e eu ah? Que é que eu ando aqui a fazer? Digam lá, e eu? José Mário Branco, 37 anos, isto é que é uma porra, anda aqui um gajo cheio de boas intenções, a pregar aos peixinhos, a arriscar o pêlo, e depois? É só porrada e mal viver é? O menino é mal criado, o menino é 'pequeno burguês', o menino pertence a uma classe sem futuro histórico... Eu sou parvo ou quê? Quero ser feliz porra, quero ser feliz agora, que se foda o futuro, que se foda o progresso, mais vale só do que mal acompanhado, vá mandem-me lavar as mãos antes de ir para a mesa, filhos da puta de progressistas do caralho da revolução que vos foda a todos! Deixem-me em paz porra, deixem-me em paz e sossego, não me emprenhem mais pelos ouvidos caralho, não há paciência, não há paciência, deixem-me em paz caralho, saiam daqui, deixem-me sozinho, só um minuto, vão vender jornais e governos e greves e sindicatos e policias e generais para o raio que vos parta! Deixem-me sozinho, filhos da puta, deixem só um bocadinho, deixem-me só para sempre, tratem da vossa vida que eu trato da minha, pronto, já chega, sossego porra, silêncio porra, deixem-me só, deixem-me só, deixem-me só, deixem-me morrer descansado. Eu quero lá saber do Artur Agostinho e do Humberto Delgado, eu quero lá saber do Benfica e do bispo do Porto, eu quero se lixe o 13 de Maio e o 5 de Outubro e o Melo Antunes e a rainha de Inglaterra e o Santiago Carrilho e a Vera Lagoa, deixem-me só porra, rua, larguem-me, zórpila o fígado, arreda, 'terneio' Satanás, filhos da puta. Eu quero morrer sozinho ouviram? Eu quero morrer, eu quero que se foda o FMI, eu quero lá saber do FMI, eu quero que o FMI se foda, eu quero lá saber que o FMI me foda a mim, eu vou mas é votar no Pinheiro de Azevedo se eu tornar a ir para o hospital, pronto, bardamerda o FMI, o FMI é só um pretexto vosso seus cabrões, o FMI não existe, o FMI nunca aterrou na Portela coisa nenhuma, o FMI é uma finta vossa para virem para aqui com esse paleio, rua, desandem daqui para fora, a culpa é vossa, a culpa é vossa, a culpa é vossa, a culpa é vossa, a culpa é vossa, a culpa é vossa, oh mãe, oh mãe, oh mãe, oh mãe, oh mãe, oh mãe, oh mãe...

Mãe, eu quero ficar sozinho... Mãe, não quero pensar mais... Mãe, eu quero morrer mãe.
Eu quero desnascer, ir-me embora, sem ter que me ir embora. Mãe, por favor, tudo menos a casa em vez de mim, outro maldito que não sou senão este tempo que decorre entre fugir de me encontrar e de me encontrar fugindo, de quê mãe? Diz, são coisas que se me perguntem? Não pode haver razão para tanto sofrimento. E se inventássemos o mar de volta, e se inventássemos partir, para regressar. Partir e aí nessa viajem ressuscitar da morte às arrecuas que me deste. Partida para ganhar, partida de acordar, abrir os olhos, numa ânsia colectiva de tudo fecundar, terra, mar, mãe... Lembrar como o mar nos ensinava a sonhar alto, lembrar nota a nota o canto das sereias, lembrar o depois do adeus, e o frágil e ingénuo cravo da Rua do Arsenal, lembrar cada lágrima, cada abraço, cada morte, cada traição, partir aqui com a ciência toda do passado, partir, aqui, para ficar...

Assim mesmo, como entrevi um dia, a chorar de alegria, de esperança precoce e intranquila, o azul dos operários da Lisnave a desfilar, gritando ódio apenas ao vazio, exército de amor e capacetes, assim mesmo na Praça de Londres o soldado lhes falou: Olá camaradas, somos trabalhadores, eles não conseguiram fazer-nos esquecer, aqui está a minha arma para vos servir. Assim mesmo, por detrás das colinas onde o verde está à espera se levantam antiquíssimos rumores, as festas e os suores, os bombos de lava-colhos, assim mesmo senti um dia, a chorar de alegria, de esperança precoce e intranquila, o bater inexorável dos corações produtores, os tambores. De quem é o carvalhal? É nosso! Assim te quero cantar, mar antigo a que regresso. Neste cais está arrimado o barco sonho em que voltei. Neste cais eu encontrei a margem do outro lado, Grandola Vila Morena. Diz lá, valeu a pena a travessia? Valeu pois.

Pela vaga de fundo se sumiu o futuro histórico da minha classe, no fundo deste mar, encontrareis tesouros recuperados, de mim que estou a chegar do lado de lá para ir convosco. Tesouros infindáveis que vos trago de longe e que são vossos, o meu canto e a palavra, o meu sonho é a luz que vem do fim do mundo, dos vossos antepassados que ainda não nasceram. A minha arte é estar aqui convosco e ser-vos alimento e companhia na viagem para estar aqui de vez. Sou português, pequeno burguês de origem, filho de professores primários, artista de variedades, compositor popular, aprendiz de feiticeiro, faltam-me dentes. Sou o Zé Mário Branco, 37 anos, do Porto, muito mais vivo que morto, contai com isto de mim para cantar e para o resto.

Estado português recorre ao FMI

Notícia de última hora: governo português faz pedido de resgate, o FMI vai entrar mesmo em Portugal, o inevitável cumpriu-se. 

É por isto que eu adoro o FMI!!!

domingo, 3 de abril de 2011

Islândia, é a nova Grândola vila morena... lá ainda é o povo quem mais ordena!


Os islandeses estão a dar uma grande lição ao mundo, eles não aceitaram a inevitabilidade das medidas decretadas pelo governo para fazer face á crise que em 2008 colocou o país na bancarrota, e vieram para a rua mostrar o seu descontentamento, um exemplo do poder do povo, acima de tudo é um exemplo de democracia participativa e directa.

“A crise levou os islandeses a mudar de governo e a chumbar o resgate dos bancos. Mas o exemplo de democracia não tem tido cobertura

Os protestos populares, quando surgem, são para ser levados até ao fim. Quem o mostra são os islandeses, cuja acção popular sem precedentes levou à queda do governo conservador, à pressão por alterações à Constituição (já encaminhadas) e à ida às urnas em massa para chumbar o resgate dos bancos.  

Desde a eclosão da crise, em 2008, os países europeus tentam desesperadamente encontrar soluções económicas para sair da recessão. A nacionalização de bancos privados que abriram bancarrota assim que os grandes bancos privados de investimento nos EUA (como o Lehman Brothers) entraram em colapso é um sonho que muitos europeus não se atrevem a ter. A Islândia não só o teve como o levou mais longe.

Assim que a banca entrou em incumprimento, o governo islandês decidiu nacionalizar os seus três bancos privados - Kaupthing, Landsbanki e Glitnir. Mas nem isto impediu que o país caísse na recessão. A Islândia foi à falência e o Fundo Monetário Internacional (FMI) entrou em acção, injectando 2,1 mil milhões de dólares no país, com um acrescento de 2,5 mil milhões de dólares pelos países nórdicos. O povo revoltou-se e saiu à rua.

Lição democrática n.º 1:  Pacificamente, os islandeses começaram a concentrar-se, todos os dias, em frente ao Althingi [Parlamento] exigindo a renúncia do governo conservador de Geir H. Haarde em bloco. E conseguiram. Foram convocadas eleições antecipadas e, em Abril de 2009, foi eleita uma coligação formada pela Aliança Social-Democrata e o Movimento Esquerda Verde - chefiada por Johanna Sigurdardottir, actual primeira-ministra.

Durante esse ano, a economia manteve-se em situação precária, fechando o ano com uma queda de 7%. Porém, no terceiro trimestre de 2010 o país saiu da recessão - com o PIB real a registar, entre Julho e Setembro, um crescimento de 1,2%, comparado com o trimestre anterior. Mas os problemas continuaram.


Lição democrática n.º 2: Os clientes dos bancos privados islandeses eram sobretudo estrangeiros - na sua maioria dos EUA e do Reino Unido - e o Landsbanki o que acumulava a maior dívida dos três. Com o colapso do Landsbanki, os governos britânico e holandês entraram em acção, indemnizando os seus cidadãos com 5 mil milhões de dólares [cerca de 3,5 mil milhões de euros] e planeando a cobrança desses valores à Islândia.

Algum do dinheiro para pagar essa dívida virá directamente do Landsbanki, que está neste momento a vender os seus bens. Porém, o relatório de uma empresa de consultoria privada mostra que isso apenas cobrirá entre 200 mil e 2 mil milhões de dólares. O resto teria de ser pago pela Islândia, agora detentora do banco. Só que, mais uma vez, o povo saiu à rua. Os governos da Islândia, da Holanda e do Reino Unido tinham acordado que seria o governo a desembolsar o valor total das indemnizações - que corresponde a 6 mil dólares por cada um dos 320 mil habitantes do país, a ser pago mensalmente por cada família a 15 anos, com juros de 5,5%. A 16 de Fevereiro, o Parlamento aprovou a lei e fez renascer a revolta popular. Depois de vários dias em protesto na capital, Reiquiavique, o presidente islandês, Ólafur Ragnar Grímsson, recusou aprovar a lei e marcou novo referendo para 9 de Abril.

Lição democrática n.º 3:  As últimas sondagens mostram que as intenções de votar contra a lei aumentam de dia para dia, com entre 52% e 63% da população a declarar que vai rejeitar a lei n.o 13/2011. Enquanto o país se prepara para mais um exercício de verdadeira democracia, os responsáveis pelas dívidas que entalaram a Islândia começam a ser responsabilizados - muito à conta da pressão popular sobre o novo governo de coligação, que parece o único do mundo disposto a investigar estes crimes sem rosto (até agora).

Na semana passada, a Interpol abriu uma caça a Sigurdur Einarsson, ex-presidente-executivo do Kaupthing. Einarsson é suspeito de fraude e de falsificação de documentos e, segundo a imprensa islandesa, terá dito ao procurador-geral do país que está disposto a regressar à Islândia para ajudar nas investigações se lhe for prometido que não é preso.

Para as mudanças constitucionais, outra vitória popular: a coligação aceitou criar uma assembleia de 25 islandeses sem filiação partidária, eleitos entre 500 advogados, estudantes, jornalistas, agricultores, representantes sindicais, etc. A nova Constituição será inspirada na da Dinamarca e, entre outras coisas, incluirá um novo projecto de lei, o Initiative Media - que visa tornar o país porto seguro para jornalistas de investigação e de fontes e criar, entre outras coisas, provedores de internet. É a lição número 4 ao mundo, de uma lista que não parece dar tréguas: é que toda a revolução islandesa está a passar despercebida nos media internacionais.

INDIA Win ICC CRICKET WORLD CUP 2011. INDIA Champions of the 2011 Cricket word cup.(para quando Portugal campeão do mundo de cricket?)

Gisele Bünchen no seu melhor "Como ficar feliz com o corpo que Deus nos deu, se ele também nos deu Gisele?"





sábado, 2 de abril de 2011

A melhor dieta para este verão.


A melhor dieta para este verão.

O Verão aproxima-se e muitos de vós (principalmente as mulheres) já andam com as manias das dietas, etc… Pois bem, o que aqui trago é uma das muitas dietas possíveis de fazer. Há outras…mas esta parece-me ser uma boa opção, além de podermos ter prazer, é uma maneira prática e divertida de perder peso…além de ficar mais barata!!!:) O que acham???

DIETA SEXUAL

Veja quantas calorias se perde em cada embate:

“TIRANDO AS ROUPAS”
Com o consentimento dela……………………….12 cal
Sem o consentimento dela………………………187 cal

”ABRINDO O SOUTIEN”
Com as duas mãos……………………………….8 cal
Com uma mão …………………………………..12 cal
Com uma mão sendo espancado por ela…..37 cal
Com a boca……………………………………85 cal

“COLOCANDO O PESERVATIVO”
Com erecção…………………………………….6 cal
Sem erecção………………………………….315 cal

“PRELIMINARES”
Tentando encontrar o clitoris……………………8 cal
Tentando encontrar o ponto G……………………92 cal
Não ligar a mínima………………………………0 cal

“NA HORA DA ACÇÃO”
Pegar ao colo…………………………………12 cal

Deita-la ……………………………………..8 cal

“POSIÇÕES”
Pai-mãe………………………………………12 cal
69 deitado…………………………………….8 cal

69 em pé…………………………………….112 cal
Carrinho de mão………………………………216 cal
Candelabro italiano…………………………..912 cal

“UM ORGASMO”
Real………………………………………..112 cal
Falso……………………………………….315 cal

“PÓS ORGASMO”
Ficar na cama abraçadinho………………………18 cal

Saltar da cama logo de seguida………………….36 cal
Explicar-lhe porque saltou da cama logo de seguida..816 cal

”CONSEGUINDO A SEGUNDA ERECÇÃO”

Se tem de 16 a 19 anos…………………………12 cal

de 20 a 29……………………………………36 cal

de 30 a 39…………………………………..108 cal

de 40 a 49…………………………………..324 cal
de 50 a 59…………………………………..972 cal
acima de 60…………………………………2916 cal

”VESTINDO-SE”
Calmamente……………………………………32 cal
Com pressa para se pirar……………………….98 cal
Com o marido dela a bater à porta……………..1218 cal

O melhor Projecto para salvar Portugal da crise

Virgem Suta "Linhas Cruzadas" (Com participação especial de Manuela Azevedo)

A Tourada de Sócrates (canção)

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