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domingo, 24 de outubro de 2010

A Crise afecta os mais desprotegidos da sociedade


Que os tempos são de crise já todos sabemos, mas existem alguns a quem a crise mais afecta, entre esses está um grupo que a crise e os cortes do governo está a deixar praticamente sem condições mínimas de sobrevivência, esse grupo são os deputados da assembleia da república, pois ao seu salário de miséria (3700€), o governo teve o descaramento de aquando do pack 2 cortar 5%, e como se não bastasse o governo de José Sócrates no orçamento de estado para 2011 prevê um novo corte, isto revela uma falta de sensibilidade por parte do governo para as dificuldades dos deputados da nação.

O ilustre deputado Ricardo Gonçalves já veio a público revelar que já sente as dificuldades pois os seus míseros 3700€ não chegam para a sua subsistência, (o vídeo com o relato comovente está disponível em baixo), eu aplaudo a coragem deste deputado.

Como o governo persiste obstinado em levar em frente esta insensatez cabe a nós cidadãos anónimos auxiliar estes desamparados da sociedade, que servem o país muitas vezes com grande prejuízo das suas vidas pessoais, assim peço a todos que tenham possibilidade que acolham um deputado em casa, que lhe sirvam um sopa quente ao jantar, se não for pedir muito talvez que lhes dêem uns trocos para o autocarro.

É nestes momentos difíceis que se vê o quanto os portugueses são solidários, tenho a certeza que este apelo sincero será levado em conta por muitos.

PEC põe em causa as refeições dos deputados segundo Ricardo Gonçalves

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

Capuchinho Vermelho em versão Millôr


«Era uma vez (admitindo-se aqui o tempo como uma realidade palpável, estranho, portanto, à fantasia da história) uma menina, linda e um pouco tola, que se chamava Chapeuzinho Vermelho (esses nomes que se usam em substituição do nome próprio chamam-se alcunha ou vulgo).

Chapeuzinho Vermelho costumava passear no bosque, colhendo Sinantias, monstruosidade botânica que consiste na soldadura anomala de duas flores vizinhas pelos invólucros ou pelos pecíolos, Mucambés ou Muçambas, planta medicinal da família das Caparidáceas, e brincando aqui e ali com uma Jurueba, da família dos Psitacídeos, que vivem em regiões justafluviais, ou seja, à margem dos rios.

Chapeuzinho Vermelho andava pois, na floresta, quando lhe aparece um Lobo, animal selvagem carnívoro do género cão e … (Um parêntesis para os nossos pequenos leitores – o Lobo era, presumivelmente, uma figura inexistente criada pelo cérebro superexcitado de Chapeuzinho Vermelho. Tendo de andar na floresta sozinha, natural seria que, volta e meia, sentindo-se indefesa, tivesse alucinações semelhantes).

Chapeuzinho Vermelho foi detida pelo lobo que lhe disse: (Outro parêntesis: os animais jamais falaram. Fica explicado aqui que isso é um recurso de fantasia do autor e que Lobo encarna os sentimentos cruéis do Homem. Esse princípio animista é ancestralíssimo e está em todo o folclore universal).

Disse o Lobo: «Onde vais, linda menina?». Respondeu Chapeuzinho Vermelho: «Vou levar estes doces à minha avozinha que está doente. Atravessarei dunas, montes, cabos, istmos e outros acidentes geográficos e deverei chegar lá às treze e trinta e cinco, ou seja, à uma hora e trinta e cinco minutos da tarde.».

Ouvindo isso o Lobo saíu correndo, estimulado por desejos reprimidos (Freud: “Psychopathology of Everyday Life”, The Modern Library Inc., N.Y.).

Chegando a casa da avozinha, ele engoliu-a de uma vez - o que, segundo o conceito materialista de Marx, indica uma intenção crítica do autor, estando oculta aí a ideia do capitalismo devorando o proletariado – e ficou esperando deitado na cama, fantasiando com a roupa da avó.

Passaram-se quinze minutos (diagrama explicando o funcionamento do relógio e seu processo evolutivo através da História). Chapeuzinho Vermelho chegou e não percebeu que o Lobo não era a sua Avó, porque sofria de astigmatismo convergente, que é uma perturbação visual oriunda da curvatura da córnea.

Nem percebeu que a voz não era a da Avó, porque sofria de otite, inflamação do ouvido, nem reconheceu nas suas palavras, palavras cheias de má-fé masculina, porque afinal, eis o que ela era mesmo: esquizofrénica, débil mental e paranóica, pequenas doenças que dão no cérebro, parte súpero-anterior do encéfalo. (A tentativa muito comum da mulher ignorar a transformação do Homem é profusamente estudada por Kinsey em «Sexual Behaviour in the Human Female», W.B. Saunders Company, Publishers).

Mas para salvação de Chapeuzinho apareceram os lenhadores, mataram cuidadosamente o Lobo, depois de verificar a localização da Avó através de Roentgenfotografia. E Chapeuzinho Vermelho viveu tranquila 57 anos, que é a média de vida humana segundo Maltus, Thomas Robert, economista inglês nascido em 1766, em Rookew, pequena propriedade de seu pai, que foi grande amigo de Rousseau.»

- Millôr Fernandes, Lições de um Ignorante, publicado em 1967

Get Down the Moomb Bass - Dj amazzonia 2010 - concentração tuning fafe P...

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

O que é ser maricas…


1 – Estar mais de seis minutos na Internet sem ver gajas nuas. E não valem desculpas de que é a pagar e não sei quê, e que não quero dar o número do cartão de crédito.
2 – Pedir meias doses.
Se se chama dose, é porque está calculado: é uma dose. Um homem, uma dose. Quem pede meia dose é meio homem. Cozido à portuguesa: é comida de homem. Mas meia dose de cozido… O pior é pedir meia dose de qualquer comida terminada em “inho” ou “inhos”: meia dose de bifinhos, meia dose de lulinhas… Comidas que são de homem, para além do cozido: feijoada, mão de vaca, coelho à caçador e todas as partes do porco, tudo o que tiver porco é de homem.
3 – Chegar aos trinta anos e não ter barriga. É maricas!

4 – Comer Calippos.
As únicas coisas que um homem pode chupar são patas de sapateira e cabeças de pescada.
5– Ter gatos.
Um gato não passa dum cão maricas – A: Tem guizo; B: Toma banho com a própria língua; e C e última: Um gato nunca se embebeda. Ou seja, um homem que tenha um gato em casa está no fundo a viver uma intensa relação homossexual. O dono dum cão chama-o com dignidade masculina: “Savimbi, anda cá!” E assobia: “Aqui já! “. O dono dum gato chama-o “Bsss-bsss-bsss-bsss-bsss, bichaninho”.
6 – Não ir à caça porque não há sítio para cagar.
Um homem caga quando e onde lhe apetece. Quem nunca experimentou atingir um pato a zagalote com as calças em baixo não sabe o que é ser homem. O que as mulheres não sabem é que a caça é apenas uma grande desculpa para o homem poder ir para o mato marcar território…

7 – Ver o correio todos os dias… É maricas !
Um gajo chega a casa depois de oito horas de trabalho, cansado, cheio de fome e qual é a primeira coisa que faz ? Ver se tem cartinhas no correiozinho… ?! Um homem só abre o correio quando lhe cortarem a água, a luz ou o gás. E que homem é que consegue manobrar uma chave do correio…? Aquilo é feito para dedos de mulher.
8 – Pedir bicas pingadas… É maricas !
Ou bicas escaldadas, ou bicas cheias, ou duplas, ou cariocas, ou mesmo italianas… Bica é bica. A única coisa que se pode acrescentar a uma bica é um bagaço ou um rissol. Mas o pior de tudo é os descafeinados: “Ai, tire-me o café do meu café”. É maricas !
9 – Deixar que a nossa namorada nos esprema as borbulhas… É totalmente maricas ! As borbulhas de um homem não são para espremer. Um homem é uma máquina auto-suficiente em termos de saúde e higiene. Os homens só vão ao médico e tomam banho porque as mulheres obrigam.

10 – Saber o nome de mais de quatro bolos de pastelaria…
Um homem que é homem só sabe o nome da bola de Berlim, do bolo de arroz, do pastel de carne e do croissant. Mas só para poder pedir um croissant com panado de carne. Ver um… “homem”… … entrar numa pastelaria e
dizer: “Olhe, embrulhe-me aí dois garibaldis, uma pirâmide, um éclaire…”…. Com plantéis de 24 jogadores e 16 equipas na primeira liga, quem é que ainda tem espaço na memória para decorar nomes de bolos

11 – Alimentar o cão com comida para cão… É maricas!
A comida para cão é uma invenção das multinacionais para enganar maricas. Não há comida para cão. Os cães comem o que cai no chão ou o que desenterram. É que depois de comerem aquelas mixórdias, começam a ficar esquisitos. Deixam de beber água da sanita, já não tocam em nada que esteja podre, e começam a deixar os gatos a meio.
12 – Conduzir com as duas mãos no volante. É maricas!
Então se os “cóbois” conseguem laçar um búfalo com uma mão, porque é que um homem há de precisar das duas para agarrar o volante? O último sítio onde um homem precisa de ter as duas mãos é no volante. O volante só serve para duas coisas: desviar ou buzinar. De resto, a mão direita é para andar livre, para poder mexer na coxa que vai ao lado, sintonizar a rádio no relato de futebol e dar calduços nos miúdos.
13 – Passear cães com trela…
Os cães é para andarem soltos. Passear um cão é uma actividade de risco. O giro é não saber nunca se o cão vai voltar a casa, esfacelar um polícia ou ser atropelado por um comboio. Trelas é para miúdos e não há mais conversa.
14 – Gostar de Fado de Coimbra. É maricas!
O fado é para ser cantado em tascas por tipos que só conhecem sete letras do abecedário e que julgam que tremoços é marisco. E o fado não é cá para falar de amores de estudante. O fado é para contar histórias com velhas, estropiados, pescadores, prostitutas, sarjetas e vinho tinto.!

15 – Dormir com o cão aos pés da cama.
Um cão é para ficar no quintal ou fechado na marquise a ladrar a noite inteira. Os únicos mimos que um homem dá a um cão são ossos e soltá-lo no pombal do vizinho.
16 – Usar calçadeira.
A calçadeira é a vaselina dos pés! Se um homem tem problemas em enfiar um pé num sapato à força, é claramente maricas. Os sapatos foram feitos para andar com 120 quilos em cima a arrastarem-se pela calçada em cima do que acabámos de vomitar.
17 – Comer com pauzinhos nos restaurantes chineses.
A única coisa delicada que um homem é capaz de segurar nas mãos é uma chave de fendas, e para a torcer. Nunca ninguém viu um carregador de pianos ou algum operário de altos-fornos a comer com pauzinhos!
18 – Usar amaciador para o cabelo. Um homem que se preocupa em ficar bonito tem de ser maricas. “Ai, mas é bom porque o cabelo fica mais fofinho…” ?! Um homem que é homem não quer ter nada no corpo que seja fofinho.
19 – Ter uma carrinha familiar.
Ter uma carrinha é um anúncio público de que se é casado e de que se tem filhos. Ora, o único homem que pode querer que isso se saiba é o maricas, para despistar os polícias no parque Eduardo VII.
20 – Usar cigarreira…
Ai não, é mais higiénico porque os maços apanham humidade e podem contaminar os cigarros com bactérias. “Bactérias?!”. Um gajo anda a descarregar quilos de alcatrão para dentro dos pulmões há dez anos está preocupado com animais que só se vêem ao microscópio?
21 – Pedir descontos…
“Ai, não me faz uma atençãozinha?” Mas isto é conversa de homem?
22 – Não ser emigrante e falar francês.
O francês é a língua oficial dos maricas e a mais mariquinhas do mundo. Nem uma avó a falar com um recém-nascido usa tantos “nhô nhôs” e “bibidus” como um francês.

Pensamento do dia

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Burning marijuana

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