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quarta-feira, 23 de março de 2011

Um fim anunciado, a queda de Sócrates


Estão a acabar os dias de José Sócrates como primeiro-ministro de Portugal, depois de muitas trapalhadas deste governo, finalmente o inevitável aconteceu, agora seguem-se eleições legislativas antecipadas.

Com a queda do governo começaram a ser traçados cenários sobre quem ganhará as eleições, e consequentemente que governo sairá dessas eleições, com a possível eleição de um governo de direita, começam a aparecer muitos a dizer que um governo de direita será muito mau para Portugal, que será mau para os trabalhadores e para as classes mais desfavorecidas, temendo as políticas de direita, e eu pergunto, não foi Portugal governado nos últimos seis anos por um governo de esquerda?

Não foi o actual primeiro-ministro José Sócrates (um homem de esquerda), que foi eleito á seis anos com a promessa de criação de cento e cinquenta mil empregos, e volvidos seis anos Portugal têm uma taxa de desemprego superior a onze por cento?

Não foi o governo do PS (um partido de esquerda) o responsável por ao contrário do que tinha sido estabelecido em sede de concertação social, que previa que o salário mínimo nacional fosse actualizado em 1 de Janeiro de 2011 para os 500€, tendo sido corrigido esse aumento para os 485€?

Não foi o actual governo (de esquerda) que no famigerado PEC IV colocou como medida para combater o défice o congelamento das reformas, incluindo reformas de miséria de cerca de 200 euros, mas continua a querer avançar com o TGV?

Se tudo isto são políticas de esquerda, então que sejam bem-vindas as politicas de direita.

Pela minha parte o que me importa não é se as próximas eleições trarão um governo de esquerda ou de direita, mas sim se teremos um bom ou mau governo, pois os tempos que se avizinham serão tempos difíceis, a decisão está de novo nas mãos do povo, e será o povo a dizer quem quer á frente do país neste momento, talvez o momento mais difícil que o nosso país atravessa desde o 25 de Abril, espero que o governo que for eleito tenha a competência necessária para fazer as reformas que o país necessita para ultrapassar esta crise, que não faça como o actual governo que para atacar a crise ao invés de cortar no despesismo do estado, preferiu aumentar impostos, cortar em salários, cortar benefícios sociais, quando deveria acabar com organismos públicos sem outra utilidade que não seja dar emprego aos boys, também as empresas publicas que mesmo dando prejuízos avultados todos os anos os seus gestores são agraciados com prémios de milhões.

Por fim espero que nas eleições que se avizinham, não aconteça o que vem sendo habitual nas eleições, que mais de 50% dos portugueses preferem ficar em casa deixando nas mão dos outros decidirem o seu futuro, em democracia o povo é quem mais ordena.

“Dorme, mãe Pátria, nula e postergada,
E, se um sonho de esperança te surgir,
Não creias nele, porque tudo é nada,
E nunca vem aquilo que há-de vir.”

Fernando Pessoa

Elegia da sombra, 2 de Junho de 1935

5 comentários:

  1. Parabéns pelo retrato realista da questão... contudo confesso que já sinto saudades de Sócrates. dou comigo a pensar na miséria de vida monótona que terei, sem o "camarada" José para Sacanear!!

    Isso não se faz José...

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  2. Vou plágear, este post, Cinza Coelho. http://noticiapresiddentemedici.blogspot.com

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  3. A Staples já ofereceu emprego ao Sócrates, ele é o melhor vendedor de computadores...

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  4. O meu maior medo é que o Socras agora que vai para o desemprego, se veja obrigado a usar o diploma de engenheiro, muito medo....

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  5. Passados poucos meses, vemos do que um governo de direita é capaz: Desemprego com recordes sucessivos, aumento de impostos, aumento do custo de vida, retirada de direitos aos trabalhadores, tanto privados como públicos, má gestão dos dinheiros públicos e conluio com a "TROIKA" levando a suspensão do jornalista que flagrou Vitor Gaspar - Ministro das finanças - a agradecer uma segunda "trans" mesmo admitindo dias antes, que não seria necessário. Portugal está pior hoje que ontem e parece que não vai melhorar amanhã. Mas, ao contrário dos gregos, somos um povo de brandos costumes...

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