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quinta-feira, 26 de agosto de 2010

Problema de Retórica meu Amigo.


Caríssimo camarada, amigo Ricardo,

É com enorme prazer que tenho seguido o manejo e r dos teus textos e posteriormente a sua defesa e argumentação.

Acusas-te-me no teu último texto, de utilizar uma linguagem e termos demasiadamente rebuscados, porque isso dificulta a suposta legibilidade do blogue…

Em resposta dir-te-ei que se para lerem aquilo que redijo é necessário descer de nível… então prefiro não chegar à bandalheira!!!

Quanto ao facto de teres lido o alcorão e a Bíblia, deixa que te dê mais uma sugestão para além da Tora o Evangelho segundo o Espiritismo de (Allan Kardec), mas atenção que não é o jogador do Benfica.

Em relação à Bíblia, já que a leu (e muito bem no meu entender… mas será que percebeu?), o meu caro amigo deve ter enxergado que se divide em novo testamento e velho testamento:

Assim os textos “literários” do Novo Testamento (como tanto gosta de referir), guardam a ascendência da antiga tradição oratória judaica. Neles, o surgimento de Jesus Cristo cumpre com a antiga promessa divina da salvação, o papel da retórica característica dos textos do Novo Testamento era levar a audiência a reorientarem suas vidas a partir dessa indução, porque a fé em Jesus Cristo incumbia-os a viver de acordo com as escrituras vaticinadoras do evangelho, instituído pelo vocábulo e/ou ocorrências de Jesus e seus apóstolos.

Os textos do Novo Testamento também são, em sua maioria, episódios primários resultantes da pregação ou testemunho da vivência de Cristo e seus apóstolos na terra, como tal eles devem ser lidos e encarados como uma conjuntura de comunicação verbal na qual o missionário já possuía um conteúdo discursivo delimitado, que a desenvolvia para uma comunidade receptora de modo a produzir determinado impacto e leva-las a tomar certas opções.

José Caba, entende ainda que a submissão do discurso neotestamentário à retórica clássica greco-romana tende a sujeitar os textos ao ambiente greco-romano,

Ignorando suas origens veterotestamentárias e judaicas e desvalorizando o clima

Próprio da literatura hebraica de onde parte principalmente o texto bíblico

Para concluir a decomposição retórica do texto bíblico apresenta-se como variante narrativa hodierna que, por um lado, responde a dois grandes reptos aos investigadores plumitivos da Bíblia na contemporaneidade: fugir à formalidade plumitiva da crítica da forma e auxiliar as exigências da nova exégese que incluem autor-texto-leitor num numa constante interacção e movimento de interpretativo, permitindo atender as contendas do saber hodierno

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