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terça-feira, 24 de agosto de 2010

Cultura ou acto de barbaridade?


Caro Rui, apesar de este blog ser um local onde a opinião é livre, e o direito ao contraditório um princípio consagrado, devo dizer que a tua opinião sobre o tema do apedrejamento me deixou perplexo, depois de tantos anos de camaradagem nunca imaginei que fosses capaz de confundir actos de selvajaria e desrespeito pelos direitos fundamentais da pessoa humana, com tradição, cultura, nunca um acto como o apedrejamento, poderá ser aceite como uma manifestação da cultura de um povo seja ele qual for seja milenar ou não.

Manifestar a repulsa por esses actos não é de modo algum uma oposição á cultura ou religião muçulmana.

Quando mencionas a grande nação Mafamede, imagino que te quisesses referir á grande nação persa, pois sendo Mafamede um termo utilizado pelos autores portugueses como identificação dos seguidores de Maomé, tendo Maomé nascido por volta de 570 D.C. , essa “nação mafamede” em comparação com os persas é recente pois os persas em 1500 A.C. já ocupavam o território do actual Irão.

Mas desculpar tais actos com tradição, então também se poderia hipoteticamente justificar a pedofilia com a tradição pois segundo o alcorão Aisha uma das 12 mulheres do profeta Maomé quando ficou noiva do profeta tinha 6 anos, e quando o casamento foi consumado tinha apenas 9 anos.

Porém há um ponto em que concordo plenamente contigo, em termos institucionais qualquer acto que possa ser utilizado pelas potências ocidentais para atacar o regime iraniano é esmiuçado até ao mais ínfimo detalhe como foi o caso das eleições onde as manifestações da oposição contra os resultados eleitorais tiveram uma cobertura mediática enorme pelos meios de comunicação social ocidentais, enquanto que o que se passa na China é como que escondido pois os interesses económicos falam mais alto, a forma como o regime comunista chinês trata quem se lhe opõem muitas vezes é pior que um linchamento público, pois são presos sem culpa formada, condenados a penas severas sem direito de defesa.

O exemplo mais flagrante do fechar de olhos da comunidade internacional relativa ao regime chinês, é o caso da ocupação do Tibete 60 anos após o exército chinês ter invadido o Tibete a comunidade internacional nada fez para restituir a liberdade e a independência do povo tibetano.

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